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A detenta Suzane Von Richthofen perdeu o prazo para fazer a matrícula no curso de administração em uma universidade católica em Taubaté com financiamento estudantil do Governo Federal pelo Fies. O prazo para a inscrição terminou às 23h59 desta segunda-feira (20) e não foi concluído por Suzane, segundo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A vaga foi disponibilizada para alunos em lista de espera.

Suzane conseguiu a vaga no último dia 13, após ser selecionada com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que prestou dentro da penitenciária onde está desde 2006, quando foi condenada a 39 anos de prisão por matar os pais. Ela obteve nota 675,08 no exame e pleiteava o Fies para cursar a graduação em administração.

Suzane se cadastrou para fazer o curso de administração, que é presencial, no período noturno da faculdade Dehoniana. Com o nome na lista dos selecionados, o governo poderia pagar até 100% do valor do curso da detenta; o valor seria parcelado e pago após a conclusão do curso.

Segundo o calendário do Fies, os aprovados deveriam finalizar a inscrição junto às instituições de ensino até às 23h59 desta segunda-feira (20). De acordo com o FNDE, que faz a gestão do programa, a detenta não conclui sua inscrição no prazo. A Dehoniana confirmou a informação e alega que não consta no sistema da universidade dados da detenta.

Para cursar a graduação, ela teria que pedir autorização à Vara de Execuções Criminais (VEC). Caberia à juíza Sueli Zeraik analisar o pedido – não há registro de pedidos recentes da detenta. No site do Fies, a lista já apresenta novos nomes e a vaga foi disponibilizada para outro aluno que havia ficado em lista de espera.

A reportagem do G1 tentou contato com o defensor de Suzane, mas não conseguiu até a publicação desta reportagem. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) também foi procurada, mas a reportagem aguardava o retorno até a publicação.

Estudo

Em abril de 2016, a Justiça de São Paulo autorizou Suzane a frequentar o curso de administração. Na época, o G1 apurou que ela tinha interesse em ingressar na Universidade Anhanguera de Taubaté.

No entanto, por medo do assédio fora da prisão, ela faz pedido à Justiça para cursar faculdade na modalidade a distância. Por falta de recursos tecnológicos e aparato, como computadores disponíveis, a presa teve o pedido foi negado.

A detenta está no regime semiaberto desde outubro de 2015 – nele, além do direito a cinco saídas temporárias por ano, Suzane pode solicitar autorização para estudar.

Fonte:G1