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A regularidade de algumas amizades é uma coisa muito aprazível, mesmo quando sobrevivendo a distância e ausências. Não se encontrar não quer dizer amizade desfeita, muito pelo contrário, pode ser novelo infinito.

Confesso que toda vez que as prévias do Folia de Rua são anunciadas eu logo me lembro do meu amigo Kennedy Costa, autor do Hino do Cafuçu, e renovamos a anuidade de nossas lembranças de Manaíra e Altiplano, onde moramos ainda muito jovens e ultimamente o tempo tem voltado em flashes toda vez que vou caminhar ali perto do Alice Carneiro e vejo a casa onde morava a atriz Adalice Costa, mãe do meu grande amigo.

De peixe em peixe os Costas vão povoando o mar e agora me vem a notícia de que Clara Costa botou a viola debaixo do braço e vai destilar o seu som com um show para quem não gosta de verter lágrimas de crocodilo.

É que Clara tem uma banda e essa se chama Crocodilos, um nome inesperado, mas que me leva a crer que os caras comem os instrumentos de tão feras que são e tudo me lembra aquela música de Arrigo Barnabé.

Não vou mentir. O som de Clara eu não conheço, mas se veio daquela veia artística, merece recomendação, principalmente quando uma jovem urbana rompe a estética da hora e anuncia um repertório de bamba, com o som de Chico e muito samba, além, é claro, do repertório do pai compositor.

Quem sabe lá no Energisa Café, nesta quinta, 14, a partir das 21 horas, não me reencontre com o meu velho amigo de tantas passagens boas, empatias, simpatias e solidariedades, sempre, seja no trânsito ou num trailer do FISCO, como aquele de Guarabira.

Claro que irei ao show de Clara e os Crocodilos, uma banda formada por Fábio Cavalcanti (guitarra), Everton Gugui (baixo), Edson Batera (bateria) e Kennedy (violão e guitarra Base).

Quem já viu disse que tá muito bom e tem Novos Baianos, MPB, nossa música e muita coisa boa no repertório. Recomendo, pois tem boa procedência.