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Maranhão e Cássio estiveram reunidos sim e Ricardo Coutinho sabe disso. Aliás, prevendo o reagrupamento pela lógica da sobrevivência do que estereotipa como oligarquias, RC moveu pedras no tabuleiro de xadrez para evitar o que parece inevitável.

Ao tentar seduzir quem não gosta de largar o osso e tem a máquina do Estado como teta infinita, Ricardo queria se antecipar a união Cássio/Maranhão.

Quando digo que o reagrupamento é inevitável falo em distensão e não em coligação.

Sabemos que Veneziano não se submeterá a indicar o vice do filho de Cássio, pois ao comparar gestões tem a sua com saldo maior e acredita que pode fazer o sucessor.

Como tenho certeza que Cássio não cogita a idéia de indicar seu filho como vice de Tatiana, – Alexandre Almeida não pode devido à decisão do PT nacional de não se coligar com o PSDB e DEM -, já que acredita que vai retomar a PMCG para lá abrigar de novo o seu exército, só posso fazer uma leitura de reaproximação por gravidade.

É uma coisa tipo isso: RC quer desmoralizar e subjugar a classe política e a classe política se une para evitar ser varrida por RC. Simples assim.

Isso não quer dizer que Maranhão e Cássio vão subir no mesmo palanque e até podem em algumas cidades, mas que estarão juntos na mesma estratégia temporária.

Aí só restará a RC tentar atrair o PT e manter debaixo do sovaco a turma que não larga o osso. O problema é que esse povo é muito volátil.

Se eu fosse RC tratava com mais carinho o Poder Judiciário, o funcionalismo e parava de fazer beicinho para Eduardo Carlos, pois a TV Cabo Branco não atropela, engoma. Fazendo o que mais sabe fazer: jornalismo de mão dupla. E isso para um governo impopular é gasolina na fogueira.

A jurupoca vai piar. Sinto o cheiro de impeachment no ar.