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O espectro da traição ronda a Paraíba e a besta cavalga em seu cavalo alado sobre nossas cabeças aqui e ali fomentando a discórdia e arremessando punhais untados em enxofre para vitimar uns e catapultar outros.

Por quê tudo na política tem que ser assim? O símbolo da traição política na Paraíba foi a cama de gato que Wilson Braga deu em Zé Carlos da Silva Júnior quando este era seu vice e renunciou a um mandato de 10 meses como governador achando que estava fazendo a coisa certa e após a renúncia soube que Braga queria Marcondes Gadelha e que Milton Cabral iria ser o governador tampão.

Zé Carlos sofreu na pele a dor dos traídos, mas foi esperto ao tomar de Braga via Aluízio Moura o controle acionário das TVs Cabo Branco e Paraíba.

Braga era dono do sistema e Aluízio o seu laranja, mas esse resolveu ajudar Zé Carlos a devolver a pernada e usou a legalidade dos laranjas para fazer Braga ficar vermelho de raiva e Zé Carlos verde de alegria ao se vingar empresarialmente.

Lá na frente o destino devolveu a Braga com juros e correções suas peraltices e falta de ética ao lhe derrotar sucessivamente nas tentativas majoritárias.

Agora volto ao presente para flagrar a besta sobrevoando cenários. Vejo-a e mergulho em mim mesmo, introspectivo, para compreender meu papel na história.

Estive na linha de frente do combate a ditadura e me preparei para a luta armada, sou fundador do PT, conheci Lula no primeiro batente, mas nunca quis ir para o palco, optando pelos bastidores.

Fiz política à vida toda e desde os 14 anos sou um animal politizado. Não aceito a traição, mas compreendo e por isso me tornei trotskista por não aceitar as maluquices de Stalin.

Aquele machado enviado de Moscou para assassinar o grande líder do exército vermelho no México dói até hoje em minha cabeça e por isso jamais beberei nessa fonte.

Repito que o espectro da traição sobrevoa nossas cabeças e posso sentir o cheiro de enxofre impregnando o ar.

Aos traidores relembro que na sequência vem o castigo, porque Ele tarda, mas não falha.

E se a traição for traída e os traidores atraídos para quem fideliza amigos com gostos e gestos nobres?

Não traia não, amigo, que esse vulcão continua ativo e disposto a combater o bom combate.

Quem não teve medo da ditadura e sobreviveu para contar a a histíória, não perderá a ternura e a coragem jamais.

Solidariedade aos traidos e condenação aos traidores!

Em tempo: enquanto houver vida haverá esperança de uma nova Primavera de Praga.