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A presunção é um veneno que injetado na corrente sanguínea do afetado logo é bombeada para a cabeça, tronco e membros até o cara se achar o último biscoito do pacote e perder a capacidade de enxergar as coisas do jeito que estão acontecendo.

Na política pode levar uma campanha vitoriosa à derrota em poucos atos; na vida real, o presunçoso presume que é o certo e ponto final, quando é o errado e ponto e vírgula. Ah! Como os bajuladores prejudicam e embassam o foco do bajulado, desfocado em sua redoma, incapaz de detectar o que vem um palmo adiante do nariz.

Feito vírus, a presunção contagia e de uma hora para outra pode migrar de um infectado para outro, invertendo resultados.

Isso acontece hoje em Campina no segundo turno da eleição. Acometeu o amarelo, mas pode se alastrar pelo vermelho se não tomar a vacina.

Quem se achava imbatível tá tremendo feito vara verde com medo de perder e quem parecia bola fora voltou à tona e respira ares de virada.

Romero ainda lidera, mas já não é o favorito. Tatiana reage e nas ruas a militância de Veneziano assombra o tucanato com fantasmas dos dois segundos turnos passados.

Na reta final vencerá quem fugir da presunção achando que já ganhou e isso serve para os dois lados.

Olhos voltados para as próximas pesquisas. Hoje em dia nem peru quer morrer na véspera!