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Essas pesquisas publicadas não me enganam e continuo achando que 2014 traça paralelos com 2004 e, a menos que eu esteja virando um cara reticente, o cenário se repete.

Em 204 a disputa em Campina foi visceral e o então governador Cássio Cunha Lima lançou o presidente da Assembleia, Rômulo Gouveia, como candidato a prefeito tucano.

Assim como acontece hoje, Cássio abandonou um aliado, no caso uma aliada, Cozete Barbosa, a prefeita.

Cozete, contra tudo e todos apoiou a candidatura de Cássio ao governo, assumiu a prefeitura em seu lugar, pois era sua vice e dele recebeu a promessa de apoio na reeleição. Foi traída.

A prefeita lançou-se candidata e polarizava com Rômulo, exatamente do mesmo jeito de hoje entre RC e Cássio. E a mídia da época, assim como a de hoje, apontava os dois líderes como favoritos.

E Veneziano, que nem entrou nessa narrativa? Exatamente do mesmo jeito de hoje era tido como um sem chance, um azarão, a zebra que corria por fora.

Nas esquinas só se falava que Rômulo seria prefeito, pois tinha o apoio do governador Cássio, Cozete tinha chances, mas Veneziano nenhuma.

Quando começou a campanha Veneziano deu o drible da vaca em Cozete e Rômulo ao levar sua campanha para as ruas com arrastões que exigiam tempo disponível e grande esforço físico, justamente os problemas dos obesos e ocupados com as respectivas gestões na AL e PMCG, Rômulo e Cozete.

O Cabeludo tinha dois carros de som e cinco minutos no guia. E só.

Mas, quando a campanha começou se agigantou e foi ao segundo turno contra Rômulo, batido por menos de mil votos.

Hoje Ricardo é Cozete e Cássio o próprio candidato. Polarizam e lideram as pesquisas de pré-campanha, mas quando a campanha começar a tendência de Veneziano é crescer e tirar RC ou Cássio do segundo turno.

Anotem.