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Quem em Campina Grande é o Galo de Chantecler? Quem em Campina acha que o sol só nasce depois que ouvir o seu canto? Quem em Campina Grande se acha a bala que matou John Lenon?

Um festival de pesquisas revela uma coisa só: o eleitor ainda não sabe quem mandará sentar por quatro anos na cadeira atualmente ocupada por Veneziano lá no Palácio do Bispo.

Uma diz que os três principais atores em disputa, Daniella, Tatiana e Romero, estão tecnicamente empatados na espontânea; outra quebra o propalado favoritismo da candidata do PP e a traz para o pelotão dos simples mortais. Enfim, ninguém pode cantar de galo.

Estamos em pré-campanha e seria louco se apontasse agora o substituto de Veneziano com base em uma fotografia da hora.

Mas, em Campina, também tem um Galo de Chantecler, que igual ao da fábula do escritor francês Edmond Rostand, é metido e acorda de madrugada para acordar o sol, que só nasce porque ele canta.

Refiro-me ao galo no masculino para não parecer pejorativo e chamar a metida no feminino e ganhar um processo por atentado violento ao pudor.

Há em Campina uma pessoa mascarada e teatral, que tem certeza que já venceu a eleição e que tudo que sai de sua boca é o certo inquestionável por absoluta certeza.

A rodada de pesquisas deste final de semana, como dois institutos aferindo a tendência do eleitorado, revela que não há favoritos e que quem achar que o céu é perto e já ganhou, na verdade começou a perder.

Quem veste a carapuça do Galo de Chantecler?