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De uma hora para outra quem esculhambava as pesquisas, impedia a divulgação com ações da Justiça e dizia que o Ibope nunca acertou na Paraíba, mudou de ideia e passou a depositar toda sua esperança naquilo que semana passada condenava.

Bastou que o previsível acontecesse para os aliados do governador Ricardo Coutinho tratarem como espetacular, o óbvio. Ricardo tem a máquina e o fermento para fazer o bolo crescer. Se não crescesse era burro.

Três pesquisas divulgadas em três dias, e todas trazendo o reposicionamento do governador Ricardo Coutinho para um acirramento histórico nas retas finais de campanha, bastaram para entusiasmar uns, acabrunhar outros. A diferença da liderança de Cássio para o segundo lugar de Ricardo oscila entre 110 e 220 mil votos.

Não vou entrar no mérito de que as pesquisas estão certas ou erradas, mas que nada substitui o voto e este só se pronuncia na cabine indevassável, onde o eleitor e sua consciência são soberanos.

E quem cantar vitória antes do tempo comete o maior de todos os erros.

Vital, Cássio, Ricardo, Tárcio, Radical e Major Fábio estão no páreo ou fora, tudo depende de como encaram os flagrantes de opinião pública de cada pesquisa.

E se essa rodada foi assim, a próxima pode ser assado. Reta final na Paraíba sempre foi assim e sempre será. Ombro a ombro, voto a voto.