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Sobre a passagem do anjo Creusa Pires por nossas vidas e o mínimo que podemos fazer para retribuir

Nesta segunda de Muriçoquinhas e Bloco da Melhor Idade, broto e bambu da Folia de Rua, me vem na memória a figura luminosa de Dona Creusa Pires, estandarte da dignidade e percussora da qualidade de vida na maior idade.

De tão revolucionária que foi sua passagem neste plano, temos a impressão que antes dela tudo era papel em branco a espera de tinta Guache.

Abriu o primeiro magazine, inaugurou a primeira escada rolante, recebeu reis e rainhas em sua casa antes de termos o primeiro cinco estrelas e repousou o ímpeto expansionista num apartamento do Caricé durante voto de pobreza.

A Câmara de Vereadores usufruiu da honra de tê-la como parlamentar, a cidade compartilhou sua alegria contagiante e viver depois dos sessenta nunca mais foi a mesma coisa depois do grupo de teatro e bloco carnavalesco que ela criou.

Menos do que os filhos e mais do que a maioria, usufruí do privilégio de tê-la como vizinha durante quase uma década, vizinhos de apartamentos que fomos.

Como o mundo de Dona Creusa sempre girou em tono da Lagoa, seja com o Lojão Gram Pires e os edifícios Manoel Pires e Caricé, penso que não seria demais sugerir ao prefeito Luciano Cartaxo que o anel externo da Lagoa se chamasse avenida Creusa Pires.

É o mínimo que podemos fazer para agradecer a oportunidade concedida por Deus.