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Tenho acompanhado atentamente o humor do povo ligado a Cássio sobre ele ceder à cabeça de chapa para Cartaxo e percebo frustração.

O prefeito Romero Rodrigues, que além de correligionário é primo, já não faz mais segredo de sua insatisfação e teria questionado com a seguinte frase: 

– A aliança tem que se manter, mas tem que ser a cabeça de João Pessoa? Não pode ser o inverso?

Perceberam que Romero fala por todos e que não é consenso que o candidato ao governo deve ser Cartaxo?

Por esses e outros sinais de fumaça foi que o prefeito Luciano Cartaxo saiu daquela postura moderada e botou o pé na estrada.

Cartaxo é o candidato natural da aliança, lidera as pesquisas, tem uma gestão muito bem avaliada, mas não dorme de touca e sabe que o orgulho de Cássio empurra-o para uma candidatura ao governo, apesar de a reeleição ser o caminho natural do senador.

Há informações de escaramuças entre Cássio e Rômulo, movimentação de aliados tucanos no interior trabalhando  Cássio como cabeça de chapa e já queimando o prefeito de João Pessoa e por aí vai.

O que fica cada vez mais evidente é que pesquisas não servirão como critério para qualificar ou desqualificar.

Cartaxo terá sim que – admitindo ou camuflando – abrir um canal com o governador para ter na manga um Plano B.

Dércio Alcântara