Eleições 2018

Sobre o fenômeno Zé Maranhão, água de morro abaixo e fogo de morro acima

Fenômeno é tudo aquilo que não conseguimos explicar ou prevê. Acontece sem planejamento e dissemina sua vibe por todos os lados, contagiando.

Quem diria que Zé Maranhão conseguiria uma progressão geométrica tão avassaladora nessa campanha? Ninguém. E quem disser que já previa esse fenômeno, essa chuva forte e perene, essa onda do mar aos confins do sertão, batendo nas paredes imaginárias das divisas Paraíba e Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, tá se aproveitando do imensurável.

Zé é um hit, é um chiclete e ninguém esperava a tendência pelo dejavu na cena local, mas todos já previam o dejavu como retórica desse instante da vida brasileira e Lula é o grande exemplo. O povo quer o que já foi experimentado e deu certo.

Maranhão, portanto, é o “eu já vi”da Paraíba, a boa experiência cabalando votos no atacado, enquanto a concorrência  cata milho no varejo.

Numa linguagem do agronegócio, Maranhão colhe com alta tecnologia e maquinário a sua safra e os concorrentes ainda estão naquele esquema de andar no roçado quebrando e debulhando espigas.

Em tempo: enquanto eu escrevia esse artigo Maranhão deve ter conquistado 100 votos e os adversários juntos no máximo 40. Pense num velhinho atômico!

Dércio Alcântara

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