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O menestrel Walter Santos, pessoa que admiro muito e jornalista com a experiência de ter sido o secretário de Comunicação do saudoso ex-governardor Antônio Mariz, postou hoje em sua coluna no portal WSCOM um artigo sobre uma conversa que teve com o senador Vital do Rêgo em um momento inspirado para ambos.

Leia abaixo: 

Quando vivo em forma carnal o imortal jurista Vital do Rego “batizou” seu primogênito e homônimo, agora Senador da República, como o camerlengo da Família. Como ensinam os meninos atrevidos do bairro da Torre, trata-se daquele personagem que lidera o colegiado dos Cardeais, sabe cuidar mais e melhor do patrimônio, do tesouro a ele confiado. 

O preâmbulo serve para compreender melhor o papel do senador Vital Filho em torno da família e dos projetos políticos contextualizados na conjuntura através de seu irmão, Veneziano Vital, pré-candidato ao Governo da Paraíba.

A partir deste dado concreto, que é a pré-candidatura de Vené, eis que o diligente e atilado senador já tem projetado com convicção a cena futura da sucessão governamental, agora com o senador Cássio Cunha Lima na disputa, de que a disputa de segundo turno, lá em novembro próximo, se dará entre Vené e Cássio por vários fatores por ele enumerados.

Para Vital, a disputa nos diversos grandes e médios colégios eleitorais se darão entre partidos e lideranças majoritárias ligadas a Vené e Cássio deixando o esquema do governador em terceiro plano.

Ele começa por João Pessoa, onde o governador teve condição majoritária em 2010 obtendo quase 80% do votos, mas que na sucessão deste ano não repetirá este desempenho porque Vené representará o espólio do PMDB e de Maranhão, Cássio com sua estrutura tucana, Cicero, etc, ainda tendo o PT e o prefeito Luciano Cartaxo, que não votarão em Ricardo e lhe tirará muitos votos, restando portando uma fatia bem menor do que fora na disputa passada.

Em Campina, teoriza o senador com conhecimento de causa, não haverá espaço para RC porque o confronto entre os dois campinenses deixa pouco em termos eleitorais para o governador.

Neste mesmo diapasão, ele sai listando Guarabira ( Paulino x Zenóbio), Patos ( Francisca Mota x Dinaldo), Sousa ( André Gadelha x Tirone), Cajazeiras (Carlos x Carlos Antonio) e por aí vai, constatando que nas mais importantes disputas no Estado o enfrentamento será entre lideranças e esquemas dos dois candidatos campinenses, logo deixando o governador fragilizado em termos de apoios nas cidades.

Até mesmo os pequenos municípios, Vital considera que a força do PMDB e PSDB deixará Ricardo Coutinho em situação de desvantagem.

Trocando em miúdos, é este cenário concreto que fará o segundo turno ser disputado sem Ricardo participar deste contexto, mesmo com tudo o que diz e pensa ser.

Eis o raio X de quem conhece de política com P maiúsculo. 

Quem viver, verá.

Walter Santos