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Meu avô era pastor da Assembléia de Deus lá em Guarabira e um dia vendeu sua casa na Franca Filho aqui em Tambaú para construir uma igreja na Santa Terezinha e comprar uma Rural para poder evangelizar nos sítios.

O nome dele era José Aprígio, mas eu chamava de Táta, foi maestro fundador da banda da PM, e queria que eu tocasse sax ou pistom como o meu pai José Clilson.

Aprendi com ele que repetir Cristo virando a outra face é a resposta mais enérgica e inteligente que um homem pode dá a seus adversários ou, como prefiro definir, amigos com recaída de inimigos.

Meu avô dizia que Jesus já tinha feito a parte dele quando espalhou o cristianismo e a Palavra pelo mundo, perguntando-me se alguém estaria vivo se Cristo não tivesse prego o contraponto de oferecer a outra face a quem quer comer o seu fígado por ruindade ou inveja.

Como Cristo e meu avô Táta eu viro a outra face e perdôo. Essa coisa de dente por dente, olho por olho, se a montanha não vai a Maomé, Maomé vai à montanha, é um ensinamento belicoso que tirou a paz da Terra Prometida e semeou a guerra santa.

Quando resolvi criar esse blog e expor várias vezes por dia o que penso sabia que faria centenas de amigos e milhares de inimigos. Mas, como é de minha índole, dei de ombros com o risco e corajosamente ofereci a minha cara a tapa.

Faço amigos na mesma velocidade que faço inimigos e às vezes eles mudam de lado, cruzam a fronteira de um lado para outro, e se invertem nos papéis, conforme suas conveniências, humores e dívidas.

Quem critica tem que está preparado para ser criticado; quem bate tem que está preparado para levar sopapo.

Assim como o meu avô Táta, sou capaz de tirar do meu para satisfazer os outros, mas jamais tirarei dos outros para me satisfazer.

Tenho as mãos limpas! Caçar almas sebosas é a minha missão aqui na terra.

Eu sei que você vai ficar surpreso meu amigo, mas eu viro a outra face e te perdôo.