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Sobre a firmeza de Tatiana, as dúvidas sobre Romero e os Ribeiros que não inspiram confiança

Apesar de estarmos há menos de três meses das convenções partidárias, ainda é muito cedo para avaliações definitivas sobre o processo sucessório em Campina Grande.

Duvida? Veja a apatia geral, da Praça da Bandeira as arquibandas do Amigão. A coisa não pegou fogo e dona Maria e seu Zé ainda estão mais preocupados com o gás que faltou ou com a conta de energia elétrica.

Tracemos então o perfil de cada grupo para exercícios de futurologia.

O grupo de Veneziano aposta suas fichas em Tatiana Medeiros, que carrega nas costas o peso de ser secretária de Saúde e cuidar da vida das pessoas, tarefa nada fácil e dificilmente consesual, mas que ela desempenha com pulso forte e sensibilidade feminina.

Não é fácil para ela passar 24 horas aprimorando o atendimento das UBSFs ou minimizar o impacto de uma decisão do Conselho de Enfermagem que atrapalhou a vida de todos ao complicar a distribuição de medicamentos.

Tatiana vem da iniciativa privada, é médica, gestora em saúde e dona de casa em carreira solo, o que agrega muito valor ao seu perfil de gerente, mas o fato de não ser uma figura carimbada da política deixa o seu crescimento mais lento por ainda não está no imaginário popular.

Se de um lado não tem máculas na vida pública porque é neofita, do outro é a que mais precisa de visibilidade para alcançar a superexposição dos concorrentes, candidatos potenciais oferecidos nos últimos oito anos.

Romero Rodrigues vive o drama do “talvez ser o candidato” mais uma vez e isso tem atrapalhado e muito o desempenho do candidato do Grupo Cunha Lima, que tem a seu favor a paixão e a transferência dos votos cassistas, mas tem contra si o desgaste da péssima gestão do governador Ricardo Coutinho e o fato de o seu grupo ter feito menos do que o prefeito Veneziano fez pela cidade, na famosa briga dos 7 anos de gestão venezianista contra os 22 anos de gestão Cunha Lima.

Romero foi de um tudo na política campinense, tem perfil assistencialista, mas não tem luz própria e isso acaba lhe deixando sempre como regra três.

Deixei propositalmente a pré-candidata Daniella Ribeiro por último para configurar sua vocação para melé em qualquer jogo. A deputada nunca conclui nada que começa, vai de um extremo a outro sem nenhum embaraço, faz todo mundo de escada e de sua vocação para alpinista destaco o fato de nunca concluir a escalada, seja quando foi eleita vereadora e não concluiu o mandato ou agora quando no meio de outro mandato quer interrompê-lo para outra aventura sem cerimônias ou remorsos.

Nada em Daniella é sólido e para ela tanto faz hoje está no palanque de Cássio ou amanhã está está no de Veneziano ou nunca ter descido do de Ricardo Coutinho, ela é volátil e escapole entre os dedos feito muçum subindo em pau de sebo.

Daniella traz no sangue o gene da traição que herdou do sobrenome e faz jus ao rótulo.

Se a Tatiana falta bagagem e tradição política e a Romero falta a certeza de que ele será o candidato, a Daniella falta a confiança de que ela sendo eleita honrará o que prometeu ou até mesmo se será ela quem administrará Campina, pois é refém do irmão Aguinaldo, o provedor financeiro da família Ribeiro.

Seria Daniella outro engôdo igual ao seu padrinho oculto Ricardo Coutinho?

Prestem atenção nas próximas entrevistas destes três pré-candidatos. Tatiana é firme, mesmo carregando o peso de cuidar das pessoas numa pasta nacionalmente polêmica; Romero está cada vez mais envergado pela dúvida e parecendo um ponto de interrogação, mas ninguém é tão volátil quanto Daniella e seus eleitores, que mais parecem a letra daquele bolero que diz “são dois pra lá, dois pra cá” e tanto podem está aqui hoje como amanhã trocam de máscara e migram pra outro lugar.