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Se você acha que a minha escrita é ácida, minha mão é pesada e que neste mundo não há mais espaço para um cara indignado como eu, porque a safadeza é regra e os corruptos venceram, saiba que desde os 14 anos virei andarilho como o Ramon da música “Balada de um andarilho Ramon”, de Bráulio Tavares, e que enquanto todos da minha idade jogavam futebol ou iam aos bailinhos sob a luz negra, eu era militante de esquerda, gostava muito de Pink Floyd e até de John Travolta e Olivia Newton John em “Nos embalos de sábado à noite” e “Grease”, mas preferia a voz rouca de Bob Dylan em ” Blowing in the wind” e o lamento de Geraldo Vandré em “Fica mal com Deus”.  

Aqui neste blog você não vai encontrar um cara batendo fofo diante da molecagem pública de quem diz uma coisa e faz outra, na maior mentira coletiva que já nos deixamos ludibriar. Se você procura o bajulation e o enrolation, acesse outro endereço, aqui o côco é seco.

Não é normal alguém maltratar o povo como esse cidadão que agora é governador maltrata e escapar impune. Confesso-me de pouca fé e não acredito que neste torrão as leis funcionem para todos, pois o Brasil ainda é o país da impunidade e só pobre paga o pato e a máxima de “rico correndo é atleta e pobre correndo é ladrão” infelizmente é a mais pura verdade.

Acredito na sentença popular, essa sim, a única líquida e certa. A lei natural da causa e efeito fará o bumerangue voltar. Tenham certeza que a espera está à porta e a indignação coletiva e silenciosa engrossará o coro de quem, assim como eu, quer ir à forra.

Aos quase 50 anos, corro por conta e risco todos os perigos de alguém que ousa denunciar a chaga que contamina a máquina pública.

Tenho dito aos amigos e leitores que me param e me parabenizam pela coragem que só sossegarei quando desmascarar e tirar do poder quem usurpou a vontade popular com mentiras.

Minha aposentadoria começará no dia em que Ricardo Coutinho for levado ao banco dos réus, julgado e condenado pelo povo com a maior de todas as sentenças populares, que é a derrota nas urnas. Nesta mesma data desplugarei esse blog e mergulharei no anonimato para tocar minha vida em família.

Antes desse dia, nosso blog se juntará aos injustiçados, aos demitidos, ao perseguidos, aos que se decepcionaram, aos que, assim como eu, não se vendem e não se curvam e não aceitam os desmandos de quem deveria ser remédio e virou doença..

Com quem Ricardo fez um pacto para se manter imune e impune? Cada vez mais eu acredito naquele teólogo e em sua teoria, mas a Polícia Federal, onde respondo processo por ter escrito um artigo sobre estátuas e outras coincidências, não permite que eu fale sobre isso aqui.

Você me pergunta aflito se falta muito tempo para essa tempestade passar e eu te digo que a resposta está soprando no vento.