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Reconheço que há valores e liderança na atuação parlamentar do deputado federal Manoel Júnior, do PMDB, mas rechaço a bipolaridade que de uma hora para outra infectou o ex candidato a pré candidato do PMDB a prefeitura de João Pessoa.

Democrático é aquele que respeita as regras e se curva aos resultados dos instrumentos disponíveis para aferir a opinião popular.

Esperneador reticente é aquele que, mesmo tendo a pista livre para realizar dezenas de plenárias nos bairros, continuou taxiando sem nenhuma perspectiva de arremeter-se.

Nessa lógica dou razão ao presidente do diretório municipal do PMDB em João Pessoa, Benjamim Maranhão, quando diz que dos 32 candidatos a vereadores 28 endossaram o nome de Maranhão e que a consulta popular trouxe o ex-governador como o nome viável.

“Vamos lavrar a ata e não caberá disputa. Está decidido e é irreversível”, confirmou.

E Benjamim tem razão, como também o tem o presidente estadual Antônio de Souza quando lembra que as oportunidades foram iguais para quem quisesse disputar a indicação.

Ele lembra o processo semelhante em Campina que culminou com a escolha de Tatiana e diz que “o PMDB se unirá para fazer os prefeitos das duas maiores cidades do estado e da maioria dos municípios paraibanos”.

“Aqui em João Pessoa a pesquisa apontou Maranhão e o partido atenderá o clamor popular”, disse.

Acho de bom tamanho o deputado Manoel Júnior aceitar os fatos e parar de brigar com o destino. Se o seu nome tivesse crescido, se sua estratégia tivesse logrado êxito o anunciado de ontem para disputar a Prefeitura da Capital seria ele.

O que não entendo é o deputado Manoel Júnior chamar a unidade dentro do auditório do PMDB (foto abaixo) e no corredor semear a discórdia numa entrevista dúbia em que quis convencer a imprensa de que o critério de ouvir a voz rouca das ruas estava errado e que a pesquisa deveria ser qualitativa.

Só para esclarecer o deputado, a pesquisa qualitativa serve para definir o perfil do produto e o público que se quer atingir, mas o produto que o público quer consumir quem define é a quantitativa.

E, cá pra nós, o povo quer ir à forra por toda a Paraíba contra os candidatos explicitos ou enrustidos de RC, numa eleição plebiscitária onde será convocado a responder o seguinte: você aprova o jeito Ricardo Coutinho de fazer da Paraíba um inferno?

Quem aprovar aceite o rótulo de masoquista, pare de ler esse blog e passe a ler o jornal A União; quem tem vergonha na cara amplia a audiência da imprensa livre, pinta a cara e chama a vizinhança pra juntos gritarem em alto e bom som: xô satanás!