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O deputado Walber Virgolino precisa melhorar muito como homem público e aprender a conviver com o contraditório sem sacar suas duas pistolas.

Homens públicos estão expostos e são notícia e isso independe de suas vontades e quereres.

Saber conviver com o contraditório, fazer contraponto racional, aceitando, contestando ou confirmando fatos ou fakes faz parte do jogo democrático.

A banalização do instrumento sério da CPI apequena o mandato importante do deputado estadual Walber Virgolino, potencializando a truculência ao invés da capacidade de dialogar com os segmentos.

Quando replica na Paraíba a arrogância e incapacidade de convivência pacífica com a imprensa do presidente Jair Bolsonaro, Walber assume o viés autoritário de um projeto que a sociedade brasileira e a comunidade internacional rejeita e condena.

Pior que isso, Walber repete na Paraíba a empáfia de Ricardo Coutinho, que fez pose se arauto da moralidade, maior perseguidor de jornalistas de nossa história, para no final ser descoberto como chefe de quadrilha e corrupto.

Acostume-se com o contraditório, deputado Walber, e quando se sentir prejudicado no noticiário, use o sagrado direito de resposta como reparador.

Ameaças veladas, deputado Walber, são bravatas que não condizem com o seu novo status de homem público e dono de um mandato conquistado pela potencialização de seus feitos na mesma imprensa que lhe apresentava como herói.

Dércio Alcântara

Veja nota do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Paraíba

“O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba lamenta profundamente a iniciativa do deputado estadual Wallber Virgulino que anunciou a coleta de assinaturas para uma CPI da Imprensa da Paraíba. A entidade entende que se o parlamentar tem queixas em relação à atuação de algum profissional ou veículo de comunicação deve citar os nomes e os fatos desabonadores cometidos por um ou outro para que sejam apurados no Conselho de Ética do Sindicato ou mesmo pela FENAJ.

Por outro lado, o Sindicato repudia totalmente as práticas não condizentes com o Código de Ética e a responsabilidade social dos jornalistas e defende que estas sejam apuradas com amplo direito à defesa e, caso procedentes, punidas exemplarmente.”