Fale Conosco

O Conselho estadual de Direitos Humanos fez sua parte protocolando ontem o pedido de federalização de quatro casos bastante estranhos e com evidências de participação de gente importante, o que se continuar tratado na esfera estadual jamais chegaremos a verdade, pois as forças ocultas impedirão.

Cabe agora a nossa bancada federal fazer a parte dela, botando pressão para que o ministro da Justiça determine a federalização e imediata transferência das investigações para juízes federais e PF.

Bruno Ernesto, Rebecca Cristina, Adriana Rodrigues e Sebastian Ribeiro estão ligados agora por uma ação que só prospera se as forças que querem a verdade forem mais fortes do que as forças que querem encobrir.

Quatro casos, quatro destinos e muitas mãos por trás manipulando inquéritos para evitar que a sociedade fique sabendo que gente graúda matou ou mandou matar os quatro inocentes.

Bruno Ernesto é o caso mais grave, pois as evidências de que foi crime de encomenda são gritantes, mas o caso foi encerrado como simples e corriqueiro latrocínio. Tem vínculos com o escândalo Jampa Digital e ser chegar nas mãos da Polícia Federal a casa de gente muito grande mesmo cai.

A ação para queimar o arquivo Bruno Ernesto foi tão destarada e de urgência que os rastros que deixou na lama da podridão do submundo ninguém consegue apagar.

Rebecca teria sido estuprada e morta ou pelo filho de um secretário ou pelo filho de um coronel e um dos dois ou ambos operam para levar o caso ao esquecimento.

Adriana era um ex-detenta que foi violentada e torturada até e morte. Essa via cucis dela teria durado um ano e não suportando ele se matou. Apesar das denúncias de tortura dentro da unidade prisional ter sido feita pela Pastoral Carcerária e Centro de Defesa dos Direitos Humanos, nenhum culpado foi apontado.

O que passei a observar também com mais atenção foi o caso de Sebastian Ribeiro, que teria sido militante de um grupo político e, ao descobrir que as pessoas tinham ligação com um facção criminosa, tentou se desligar e acabou executado.

A advogada e conselheira do centro de Defesa dos Direitos Humanos, Laura Berquó, disse ao Jornal da Paraíba que espera celeridade na decisão de transferir de esfera esse casos insolúveis e com grandes possibilidades de estarem sendo manipulados pela autoridades estaduais.

Apesar de o Centro de Defesa dos Direitos Humanos ter feito sua parte, catalogando, acompanhando, denunciando e protocolando o pedido de federalização, só com a união da bancada federal o ministro José Eduardo Cardozo se sensibilizará.

É apelar para todos os integrantes e denunciar quem se esquivou. A pressão da imprensa também será fundamental.