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Após dez rodadas de negociação, em uma campanha difícil, que se desenrolou em uma conjuntura adversa, totalmente desfavorável à classe trabalhadora, por conta do golpe que retira direitos, busca dividir os trabalhadores e enfraquecer suas entidades representativas, obtivemos uma proposta de acordo bianual, com aumento real e a garantia da nossa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Jamais imaginaríamos, no início dessa campanha, a primeira sob a vigência da nova legislação trabalhista que acabou com a ultratividade, que arrancaríamos uma proposta global como essa. Graças à estratégia do Comando Nacional dos Bancários, ao priorizar a negociação em mesa única, conquistamos mais do que outras categorias que tiveram a infelicidade de ter seus dissídios julgados pelo TST.

Garantimos a manutenção do Saúde Caixa nos moldes atuais até 2021 e o pagamento da PLR Social. No BB, entre outros itens, foi mantida a observação de três ciclos avaliatórios consecutivos de GDP com desempenhos insatisfatórios, para efeito de descomissionamento. No geral, os direitos da CCT e dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) valem para todos/as os/as bancários/as, como: volta a PLR integral para bancários em licença-maternidade e afastados por doença ou acidente; garantia do parcelamento do adiantamento de férias em três vezes, a pedido do empregado; e mantém todos os direitos da CCT ao hipersuficiente (quem ganha mais de R$ 11.291,60).

Enfim, chegamos a essa proposta com ganho real e a garantia da CCT para todas as bancárias e todos os bancários, graças à mobilização da base, fortalecendo o Comando Nacional, que optou pela unidade da categoria na negociação em mesa única. Daí a nossa orientação pela aceitação das propostas resultantes da perseverança e da garra na Assembleia desta quarta-feira, 29 de agosto, no Sindicato. Afinal, essa luta foi de todos nós; Todos por Tudo!

Marcelo Alves – Presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba e membro do Comando Nacional dos Bancários

Fonte: Assessoria