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Ouvi de analistas políticos a incrível conjectura de que o PT poderá romper com o governo Dilma, caso ela não passe a ouvir mais o partido. A tese é de que ela estaria trazendo o partido para uma encruzilhada, onde ou rompe ou afunda.

Exageros à parte, a verdade é que a notória dificuldade que a presidenta tem de ouvir afasta aliados e o PT corre o risco de ficar só e mesmo assim sem prestígio.

Petistas apontam a conposição do governo e dizem que o Campo Majoritário do partido indicou apenas um ministro, equanto a DS (Democracia Socialista) teria indicado quatro e que seria justamentes estes que estariam criando crises, ao invés de equacioná-las e citam Miguel Rosseto, além do antipático Aloísio Mercadante.

Na coluna Paínel, da Folha, algumas revelações sobre uma pesquisa interna encomendada pela direção nacional, conforme republico abaixo:

Tremendo na base Pesquisas internas do PT revelaram que a crise do segundo mandato de Dilma Rousseff provocou um “derretimento da base social” do governo, nas palavras de um cacique da sigla. Trabalhadores e famílias beneficiadas por políticas de inclusão de gestões petistas dizem não tolerar mais a corrupção e reclamam que as medidas recentes do Planalto não condizem com as bandeiras defendidas na campanha. “Perplexos”, dirigentes dizem que o novo cenário “dificulta a reação” do partido.

Sem palavras A cúpula do PT tem feito reuniões periódicas em busca de um discurso para reconquistar os grupos tradicionalmente vinculados ao partido. Até agora, não conseguiram nenhuma fórmula mágica.

Prognóstico Em conversa recente com aliados, o ex-presidente Lula avaliou que a crise de popularidade de Dilma é “recuperável”, mas destacou que o governo precisa de mais “atitude”.