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Nós, jornalistas, estamos vivendo um tempo de intensa interlocução com o funcionalismo estadual, que, sufocado pelas pressões, tem procurado a imprensa para denunciar desmandos, perseguições, ameaças e outras mazelas em suas repartições.

Como vivemos um tempo de tirania e o servidor não pode mais se dirigir a um superior ou em alguns casos até mesmo a um sindicato, que em sua maioria foram cooptados pelos encantos da máquina, pois correm risco de estarem falando direto com o opressor, abri espaço para denúncias que nem sempre podem ser assumidas por quem as fez, pelo motivo óbvio do medo de represálias.

Abaixo, reproduzo email que recebi de um servidor do Hemocentro, em João Pessoa:

“A má administração do hemocentro começa na administração geral: A diretora geral, Sandra Sobreira, tem 03 empregos (Hospital Edson Ramalho- plantonista diurna, Hospital Monte Sinai e é comissionada do Hemocentro). Lembrando que exerce cargo no Hemocentro com “dedicação exclusiva”.

A diretora administrativa, Dra. Maria Ione de Moura, é bioquímica, não é inscrita no Conselho de Administração, e assim está exercendo a função irregularmente. É plantonista diurna do Hospital Santa Isabel, bem como é comissionada do Hemocentro. Lembrando que exerce cargo no Hemocentro com “dedicação exclusiva”.

A diretora técnica, Dra. Germana de Fátima, dá expediente só no período da tarde, pois é funcionária da UNIMED, sendo chefe da transfusão no horário da manhã. Lembrando que no Hemocentro exerce função com “dedicação exclusiva”.

Para piorar a situação, foram criados 02 cargos de assessoria da diretoria, assumidos por Irani Saraiva e Marcelina Sanchez, estas faziam parte do HEMOSIND, Sindicato do Hemocentro. Agora na assessoria da diretoria o sindicato está silenciado. Não sabemos por quê?

E com o apoio das ex-sindicalistas, obrigam o pessoal de nível médio e terceirizados a dar 11 plantões de 12 horas, que por lei seriam 10 plantões de 12horas, sendo qualquer horário a mais pago como hora extra. Mas, isto não acontece. Não pagam e ameaçam a quem reclamar colocar dois expedientes ou 6 horas corridas diariamente, bem como devolver a Secretaria de Saúde do Estado.

O salário mínimo que foi reajustado para R$: 545,00 até agora não foi implantado, ainda sendo pago o valor antigo. Fomos informados que não irão pagar, pois somam as insalubridades e os quinquênios para dar o valor do salário mínimo. Isto é ilegal e imoral…

Senhor Governador, cadê a honestidade, transparência, justiça, respeito, renovação, e mudança que foi prometida na campanha?

Estas atitudes seguem a mesma linha do Governador em todo o Estado.  É perseguição, ameaças e truculências com os funcionários. 

OBS: Por onde anda o Ministério do Trabalho, os Órgãos Fiscalizadores, ASSÉDIO MORAL É CRIME… 

Obrigado por publicar este desabafo, sei que você faz parte de uma parcela mínima dos jornalistas que não se vendem, que não se corrompem, PARABÉNS pelo seu trabalho!”.

Vivemos tempos difíceis e que ninguém nunca imaginou passar, pois o governador eleito é fruto desse meio sindical, foi forjado nos movimentos sociais, mas, surpreendentemente a criatura se voltou contra o criador e ele tem tratado o servidor estadual com uma brutalidade e desprezo nunca visto.

Aqui neste blog continuaremos abrindo espaços para os injustiçados.