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O ex-deputado Eduardo Cunha, preso desde o ano passado, pediu ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em primeira instância, para ser transferido do Complexo Médico-Penal, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba (PR), para o 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

O magistrado negou a solicitação, nesta quinta-feira (31). “Não cabe, porém, a transferência definitiva para o sistema prisional do Distrito Federal, pois inexiste causa para tanto, observando que a família do condenado sequer reside naquela localidade”, diz trecho da decisão.

De acordo com a coluna Expresso, de Época, a defesa de Cunha alegava questões financeiras e logísticas. O advogado Delio Lins e Silva Junior disse que os custos para o deslocamento ao Paraná, seja por parte dele, dos familiares do ex-deputado ou mesmo dos amigos do político, durante os dias de visita, são muito altos.

Justificou, ainda, que o processo em Curitiba já acabou e Cunha, agora, prestará seu interrogatório ao juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, conforme O Globo.

“Assim, oficie-se ao ilustre Juiz Federal Vallisney de Souza Oliveira, com cópia deste despacho, informando que o condenado Eduardo Cosentino da Cunha está à disposição para ser apresentado para o referido interrogatório, devendo ser requisitada a apresentação dele pela Polícia Federal pelo Juízo da 10ª Vara”, considerou o juiz.

No início do mês, Cunha teve sua proposta de delação premiada rejeitada pelos procuradores da Lava Jato, que consideraram as provas apresentadas por ele “omissas e inconsistentes”. No entanto, pessoas próximas ao político afirmam que ele ainda não desistiu de dar o seu depoimento e, em troca, ser beneficiado por ter contribuído com a força-tarefa.

Cunha foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 15 anos e 4 meses de prisão, por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Os depoimentos do ex-deputado eram dos mais esperados, devido à proximidade que ele tinha com vários políticos, inclusive com Michel Temer. A expectativa era, inclusive, que as revelações pudessem balizar novas denúncias da PGR contra o presidente.