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O juiz federal Sergio Moro negou nesta sexta-feira o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para adiar o depoimento marcado para 13 de setembro. Será a segunda vez que os dois ficam frente a frente, com o petista como réu em um processo da Lava Jato em Curitiba.

“O pleito da defesa de suspensão dos interrogatórios carece de qualquer base legal, motivo também pelo qual deve ser indeferido”, escreveu Moro, em seu despacho. Os advogados de Lula reclamaram da inclusão, pelo Ministério Público Federal (MPF), de novos documentos ao processo em 3 de agosto e pediram o adiamento do interrogatório. A defesa argumentava que os papéis foram apresentados “tardiamente” e que precisaria de mais tempo para chamar as testemunhas novamente para serem interrogadas sobre o material específico.

Denúncia

Nessa ação penal, Lula é acusado de receber 12 milhões de reais em propinas da Odebrecht, na compra de um terreno em São Paulo, que serviria para sede do Instituto Lula, e de um apartamento no prédio em que o petista mora, em São Bernardo do Campo.

Os interrogatórios dos réus marcam a fase final de instrução dos processos. Após o termino dos depoimentos dos acusados, o juízo abre prazo para as acusações finais do Ministério Público Federal, as defesas finais dos réus, e aí começa a produzir a sentença. O petista já foi condenado a 9 anos e 6 meses por Moro, no processo do caso tríplex do Guarujá.

 

 

(Com Estadão Conteúdo)