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Da cartilha dos menestréis da política extraímos a máxima de que o adversário não pode ter um discurso tão ácido a ponto de fechar todas as janelas e inviabilizar alianças futuras, pois o mesmo a Deus pertence.

Seguindo essa máxima, fico a me perguntar se haverá mesmo espaço para uma convergência entre os Ribeiros e os Cunha Lima após agressões pessoais de parte a parte.

Cássio e Aguinaldo podem ter conversado em algum saguão de aeroporto para passar o tempo e como bons de prosa prometeram tudo um ao outro.

Na prática, o buraco é mais embaixo, pois Daniella tem cutucado feridas, insinuando a exploração da morte de Ronaldo para fins eleitorais, e Romero tem devolvido com aspereza ao perguntar por que ela esconde o pai, referindo-se a Enivaldo como um piano de calda que Daniella tem que carregar.

Para justificar um eventual apoio a Romero no segundo turno Daniella teria que engolir muita coisa em seco e se explicar do porquê da mudança de opinião repentina.

É que o guia da moça tem batido pesado em Romero e nos Cunha Lima e a população não vai assimilar a mudança radical. Daniella pode até ir pra Romero, mas o eleitor não.

Moral da história: indo para Romero Daniella automaticamente estará passando recibo de que sempre esteve camufladamente na base do projeto do governador Ricardo Coutinho, como tenho denunciado desde que deixei de ser o seu marqueteiro em fevereiro de 2011.

Afinal, quantas caras tem Daniella? Ela é cara ou coroa?  Será que é as duas coisas se comutando?