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Ser ou não ser bolsominion, eis a questão.
O dilema shakespeariano anda angustiando corações e mentes da oposição na Paraíba.
Um bloco recheado de bolsonaristas-raiz, que passou os últimos dois anos reverenciando o presidente da República como mito.
E agora se questiona se não deve rasgar a fantasia de bolsominion para evitar passar vexame nas urnas de 2022, sufocado pelo iminente naufrágio de Jair Bolsonaro.
Com a prudência dos ratos, eles ensaiam pular do navio.
O eventual candidato a governador, Romero Rodrigues, foi o primeiro a preparar o pulo.
Em entrevista recente a jornalista Cláudia Carvalho, Romero disse (abre aspas), que “o bloco de oposição não tem que necessariamente ficar alinhado, em âmbito nacional, com a candidatura de Jair Bolsonaro”.
Romero disse mais (segue aspas):
“Não há possibilidade de você, de certa forma, ter candidatura absolutamente cética. Se for eu, é uma candidatura de centro”.
O discurso de Romero mudou.
Assim como houve mudanças, também, no discurso de outro eventual candidato ao governo do Estado, o deputado federal Pedro Cunha Lima.
O filho de Cássio, que emplacou o cunhado na Sudene e era defensor intransigente do Governo Bolsonaro, agora diz ser favorável a instalação de processo de impeachment do presidente.
Enquanto os mais espertos mudam a casaca, outros bolsonaristas-raiz, integrantes do bloco de oposição, fazem voto de silêncio.
O deputado cabo Gilberto não mais se ajoelha em frente ao Grupamento de Engenharia pedindo intervenção militar.
E seu colega Walber Virgulino conseguiu esconder seu corpanzil da mídia.
Já o radialista-politico Nilvan Ferreira tem gastado seu tempo em defesa pessoal, depois de ser acusado de dar calote em sua equipe de campanha.
São tantos e tão sortidos os dilemas da oposição na Paraíba, que confundiriam até o genial Shakespeare.
Mas não confundirá o eleitor paraibano.
De ratos que pulam de navios e viras casacas já estamos muito bem escolados!

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