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Cássio está em parafuso e talvez a culpa disso seja o que Veneziano classificou de falta do que fazer ou “desocupado”, que é aquele sujeito que tem muito tempo livre por falta de atividade ou foco.

Na convenção do PSDB, cuja pressa para lançar Romero pareceu medo de perder mais uma vez, ele disse que “a Prefeitura de Campina Grande precisa ter transparência e não pode ser tratada como um instrumento de trampolim político para carreiras que ascendem em cima do sacrifício de uma parcela significativa da sociedade”. 

Quem foi o grupo político que mais usou a Prefeitura de Campina como trampolim? Qualquer sabe tudo que toma café São Braz lá no calçadão da Cardoso Vieira tem a resposta na ponta da língua: os Cunha Lima, vide Ronaldo e Cássio.

Se Cássio foi quem mais usou,  por que agora condenar Veneziano? É natural que um prefeito de Campina Grande, segunda maior cidade do estado, pleiteie o governo e Veneziano quer ser governador.

Na verdade, Cássio ta feito cego em tiroteio e não sabe quem será seu adversário em 2014, caso consiga recuperar os direitos políticos.

De um lado tem dentro de sua própria base um adversário forte, carismático e com perfil parecido com o seu, que é Veneziano e isso nunca aconteceu de Campina ter dois pré-candidatos com chances iguais; de outro Cássio amarga a traição de Ricardo, que mata ele na unha jogando só migalhas e ainda flerta com Zé Maranhão para isolá-lo.

Tudo isso e mais o estresse das tentativas improdutivas de assumir o mandato de senador tem levado Cássio a variar. É como diz aquele ditado: “mente desocupada e cozinha do diabo”.