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O secretário executivo de Saúde da Paraíba, Daniel Beltrammi, disse ser difícil avaliar a eficácia da vacina russa contra a Covid-19 e a consequente imunização da população brasileira ainda este ano. Isto porque, segundo Daniela, não foi compartilhada nenhuma informação sobre ela com a comunidade científica internacional.

“A vacina russa é muito difícil de avaliar porque eles praticamente não publicaram nada a respeito. Eles não compartilharam nada ainda com a comunidade científica internacional. Não sabemos o quão a vacina russa pode ser boa ou não”, declarou o secretário executivo.

Ele destacou os avanços de outras duas vacinas que estão, inclusive, em fase de testes no Brasil. “Agora a vacina da Oxford, que tem uma parceria no Brasil com a Fundação Oswaldo Cruz, e a vacina chinesa do consórcio Sinovac com o Instituto Butantan, no estado de São Paulo, elas, sim, estão já em uma fase avançada. São duas das seis vacinas que estão no que a gente chama de fase 3 porque está sendo aplicada na população de maneira ampliada. As duas vacinas, inclusive, agora estão sendo aplicadas em voluntários com mais de 60 anos. O que também é importante para a gente compreender se elas vão conseguir imunizar, de fato, idosos também.”

Além disso, Daniel disse que a vacinação em massa com a fase de testes já concluída só deve ocorrer em 2021. “Mesmo elas estando em fases avançadas, eu não acredito que a gente vá ter campanhas de vacinação com essas vacinas ainda no ano de 2020. Imagino que seja para o começo do ano de 2021.”

Ele lembrou que, mesmo as vacinas sendo testadas em outros estados, as aprovadas farão parte do Sistema Nacional de Imunização, sendo então todos os estados brasileiros atendidos pela distribuição das doses.

“O Brasil tem uma coisa que se chama Sistema Único de Saúde (SUS) e as vacinas que serão produzidas não são do estado de São Paulo, onde estão o Instituto Butantan, e também não são do estado do Rio de Janeiro, onde está a Bio Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz, que faz as vacinas. Elas são do SUS, e melhor, são do Sistema Nacional de Imunização. Soberania do povo brasileiro e não de meia dúzia ou dois governadores. Uma vez disponíveis as doses de uma vacina ou de outra, de Oxford ou da Sinovac, elas serão distribuídas para os grupos de risco não só de São Paulo ou do Rio de Janeiro. Porque é assim que comanda a Constituição Federal brasileira.”

Daniel Beltrammi disse que as vacinas devem chegar primeiramente grupo de risco: os profissionais de Saúde, os idosos, e as pessoas com doenças como diabetes e hipertensão.