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O corregedor da Procuradoria Geral do Estado tem procuração sim para defender o governador Ricardo Coutinho, mas talvez o governador não queira que ele continue a defendê-lo depois do que disse essa semana no blog que mantém como jornalista.

Falo do polêmico e genial filho de Princesa Isabel Tião Lucena, que, ao meter a colher na briga de marido e mulher, deixou ambos numa situação constrangedora perante a opinião pública.

É que Tião sacou da sua cartola uma estória sem pé nem cabeça de que a ex-primeira dama Pãmela Bório teria se encontrado com o presidente estadual do PSDB, Ruy Carneiro, na casa da vereadora Rayssa Lacerda e, ao exercitar sua literatura de cordel, acabou insinuando que o senador Cássio vem “bancando” a ex-mulher do governador a muito tempo, conforme trecho que extraí abaixo para que os senhores concluam se o que digo não é vexaminoso e passional.

Se RC e Pâmela separaram-se há poucos meses e Tião afirma no seu diálogo imaginário que Ruy tinha perguntado se Cássio vinha bancando ela e ainda vai bancar mais, logo a dedução lógica é que Pâmela e Cássio estreitaram vínculos nos últimos anos e que ela estava aceitando que o adversário do seu marido bancasse ela, o que constitui traição e pode levar quem leu o blog de Tião a concluir que RC se separou de Pâmela por ter descoberto que o seu rival estava “bancando” a sua mulher.

Como corregedor da Procuradoria do Estado a função de Tião Lucena é atuar para corrigir distorções na atuação dos procuradores e a função do procurador é representar o Estado nas demandas judiciais.

Mas, Tião Lucena confundiu as coisas para agradar e acabou metendo o chefe numa saia justa, pois até agora ninguém sabia que, segundo afirmou Tião, “Pâmela vinha sendo bancada por Cássio”.

E ele diz exatamente isso com todas as letras. querendo desqualificar a jornalista, que tem sido vítima de uma trama sórdida para tomarem-lhe a guarda do filho vide o episódio recente da Babá infiltrada.

O mais importante é que os paraibanos entendem que o procurador nesse caso pessoal não tinha procuração para defender o cidadão Ricardo Coutinho e se excedeu na bajulação, acabando por insinuar um caso entre Cássio e Pâmela, o que absolutamente não existe, pois a ex-primeira dama é uma mulher honrada e o senador Cássio um homem comprometido.