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Não tenho procuração, não sou assessor, tenho acesso, mas não sou amigo. Pra falar a verdade, nunca fui beneficiado por Cícero em absolutamente nada nos inúmeros cargos que ocupou na vida pública. Nosso blog, por fim, nunca viu a cor da verba indenizatória daquele gabinete no Senado e quem disser que viu tá mentido. Cícero é muquirana.

Mas nem por isso posso deixar de hipotecar a minha solidariedade a forma moleque sacana com que ele tá sendo tratado por quem achava ser seu amigo.

Ruy Carneiro é o escorpião que atravessou o rio no lombo de Cícero e, diferente daquele da fábula com instinto suicida, deixou para ferroar o amigo quando viu que estava seguro na outra margem.

Desde que chegou a Brasília que Ruy cobiça a vaga de Cícero. Percebeu que essa jogada tinha futuro quando se escalou para ser o indicado de Cássio na vaga de senador de Ricardo.

Alimentou de um lado o rancor de Cícero contra RC e do outro se insinuou para o governador como opção. Essa versão foi confirmada pelo próprio RC na TV Máster outro dia ao responder uma pergunta do jornalista Heraldo Nóbrega.

A necessidade de Cássio ter tempo de guia para enfrentar RC e Veneziano é pertinente. O que não deveria tá no roteiro era o apunhalamento de Cícero pelas costas. Cássio e Ruy combinaram o expurgo de Cícero juntos.

E aí vejo a sobra pesada de Ruy e a malícia de Cássio conspirando contra o padrinho e amigo Ruy usou o rancor de Cícero na hora que quis convencer Cássio ser candidato, mas descartou-o quando a jogada deu certa.

Afinal, Cássio como candidato só deixaria a vaga de vice aberta, pois a de senador teria que ser negociada para arrecadar recurso e tempo de guia. Mas, o certo seria Cícero ser o vice, pois é quem tem voto em João Pessoa.

Resumindo, Ruy armou uma gangorra onde só ele se deu bem.