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EXCLUSIVO – Atende pelo codinome de Bolívar o cidadão que circula com uma gravação que compromete o vice prefeito de Campina Grande no esquema de tráfico de Turmalina Paraibana, a pedra preciosa superior ao diamante e a mais valiosa do mundo, pois o quilate pode chegar a 200 mil reais.

É verdade que a Polícia Federal já tem um grampo onde Ronaldo Cunha Lima Filho diz ao dono de um hotel que vai pagar em turmalina as diárias de uma reserva que fez, mas o que Bolívar me mostrou lá no Cannelle é a prova de que Ronaldinho era sim sócio do esquema que tinha como sócio oculto o braço financeiro do grupo terrorista da Al-Qaeda, Zaheer Azizi(foto), proibido desde 2015 de entrar no Brasil, segundo reportagem do Fantástico, que você pode assistir clicando aqui.

 20 MINUTOS DE PROVAS – Bolívar teria aceito uma missão que lhe foi dada pelo próprio Ronaldinho, segundo me disse. Ele foi aos sócios do vice prefeito de Campina vender sua parte por uma fabulosa quantia, cerca de dois milhões de reais.

Precavido, gravou Ronaldinho fazendo pedido de intermediação e toda a conversa com os sócios lá mesmo dentro da mina.

Ouvi parte dos mais de 20 minutos da conversa gravada, as vozes são nítidas, identificáveis e desmonta a tese que o vice prefeito de Campina teria apresentado à PF, afirmando que era apenas advogado da mineradora.

A TESTEMUNHA CONFIRMA – Para confirmar a veracidade das informações de Bolívar, procurei um nome que ele citou como testemunha e este, diante das evidências, me confirmou tudo e disse-me que iria procurar Ronaldinho no último dia do São João para alertá-lo do que estava acontecendo nos bastidores.

Essa figura foi à Campina no sábado e saiu de lá decepcionado com o vice-prefeito, que, embriagado, disparou meia dúzia de palavrões, achando que a testemunha do negócio tinha ido lhe chantagear.

Pelo que entendi, Bolívar tem muito dinheiro a receber de Ronaldinho, talvez empréstimos de campanha, e queria viabilizar a amortização ou até quitação da dívida e, para tanto, teria até se disponibilizado a servir de intermediário no negócio da mineradora de turmalina envolvida no tráfico internacional de pedras e cujos sócios teriam sido presos pela Polícia Federal; Ronaldinho, temendo, até pediu hábeas corpus preventivo, o que foi negado pelo TJ.

Será que Bolívar teria coragem de entregar essa gravação ao MPF e PF? Se entregar Ronaldo Cunha Lima Filho terá que explicar à opinião pública suas ligações comerciais com o grupo terrorista Al-Qaeda, uma trama em que até o FBI americano está investigando, e terá que responder na Justiça por evasão de divisas e tráfico de pedras preciosas.