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O vice-prefeito Ronaldo Cunha Lima lamentou a falta de um maior apoio do Estado ao São João de Campina Grande e classificou de discurso demagógico, a alegação de tratar o evento apenas como uma festa de shows, a pretexto de reduzir despesas, ignorando a renda e os empregos que são produzidos durante os 30 dias.

Ronaldinho, citando uma pesquisa da 6Sigma, lembra que somente em 2013 circularam pela cidade R$ 160 milhões. Somente os barraqueiros faturaram algo em torno de R$ 8 milhões, provando que o São João de Campina, que chega agora aos 33 anos, antes de ser uma festa, é uma gigantesca indústria, e como tal deve ser encarado. “São milhares de empregos diretos e indiretos e muita riqueza circulando pela cidade”, acentuou Ronaldo.

Para o vice-prefeito de Campina Grande, sendo o evento uma indústria que gera emprego e renda, num momento tão difícil na conjuntura nacional, “deveria merecer do Governo do Estado, apoio de todas as maneiras, e não, fugir de suas responsabilidades com um discurso demagógico”.  Ele lembra que, se no período, Campina bate recorde de arrecadação de ICMS, está, igualmente, beneficiando todo o Estado. Ou seja, todos saem ganhando com o evento, inclusive a capital do Estado.

Ronaldo destacou, ainda, que o Maior São João do Mundo é uma “festa-indústria” que enaltece o próprio Estado, à medida que gera recursos não apenas para Campina Grande, mas em todo seu entorno “É nosso segundo ‘Natal’, capaz de gerar em apenas um mês quase 10 meses de arrecadação anual do IPTU”, assegurou.

Por fim, o vice-prefeito de Campina Grande desclassifica a alegação do Governo, de que não ajuda o evento porque quer reduzir despesas. “Fosse verdadeiro o discurso, bastava afastar da folha, os chamados codificados, aqueles servidores que recebem apenas pelo CPF, sem se saber onde trabalham. Este é apenas um exemplo, mas há outros que poderiam ser seguidos para reduzir despesas”, destacou.

Ronaldinho ressalva que não é contra o apoio aos eventos de outras cidades, como Patos, Bananeiras, Santa Luzia; mas enfatiza que, por suas características, o São João de Campina gera riqueza que vai além de suas fronteiras e merece um tratamento especial.

“É, repito, o São João de Campina, uma gigantesca indústria e assim deveria ser tratado. O resto é perseguição política e querer jogar para a plateia”, concluiu.