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O prefeito Romero Rodrigues virou, mais uma vez, alvo de representação por irregularidades praticadas na gestão de Campina Grande. Desta vez, o Ministério Público de Contas está pedindo a instauração de uma inspeção especial para apurar possíveis irregularidades na aquisição de respiradores pela prefeitura.

A investigação partiu de uma denúncia publicada nas redes sociais, no perfil ”Fiscaliza Campina”. Foram apontadas algumas conexões entre empresas fornecedoras da Prefeitura de Campina Grande, sócios, ex-sócios, empregados, ex-empregados, servidores, ex-servidores e pessoas com vínculo de parentesco, motivo pelo qual o MPC entendeu por bem aprofundar as investigações, tendo identificado algumas incongruências e fortes indícios de ilegalidades, conforme narra na representação.

Após as denúncias publicadas, a empresa MFT Materiais Médico-Hospitalares e Manutenção LTDA. divulgou uma nota de esclarecimento, que foi assinada e publicada pela Coordenadoria de Comunicação (Codecom) da Prefeitura de Campina Grande, fato que o MPC-PB condena. ”A fonte da informação não poderia ser a Codecom, sob pena de se misturar o público com o particular – utilização de meio público (portal oficial público na internet) para atender a interesses particulares (da empresa privada)”, diz trecho da representação.

Outro ponto que será investigado é que até 2018, dois funcionários dos quadros da prefeitura figuravam entre os sócios da MFT. A denúncia cita ainda diversos aspectos que causam estranheza nas declarações da empresa, como por exemplo, o fato de que entre 2018 e 2019 ela só possuía três funcionários registrados e ainda assim fechou grandes contratos com a prefeitura. Há também a suspeita do uso de um ”laranja” na empresa.