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Por um motivo ou outro o eleitor de Campina foi às urnas de 2016 sabendo que estava prorrogando a inércia administrativa da gestão Romero Rodrigues.

Até o São João do ano passado a população parecia disposta a mandar um recado ao prefeito, que em nenhuma pesquisa aparecia com mais de cinco pontos de dianteira e tinha uma aprovação apenas razoável.

A oposição errou quando se dividiu em duas frentes, ao invés de somar esforços na candidatura de Veneziano.

Adriano Galdino achou que Campina não lhe consideraria um paraquedista e levou as forcas ligadas ao governador Ricardo Coutinho a um vexame eleitoral.

O inerte e insosso Romero, cuja única defesa era argumentar que fazia um governo sem escândalos, de uma hora para outra começou a pavimentar ruas com fina camada asfáltica e, com esse artifício, conseguiu convencer o eleitorado que merecia, assim como já tinha acontecido com Veneziano, a segunda chance de uma reeleição.

E foi assim que, debaixo de denúncias de um esquema pesado de licitações fraudulentas,  Romero passou manteiga em venta de gato e levou Campina a embarcar noutro estelionato eleitoral.

Dércio Alcântara