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Os Médicos do Hospital da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP) estão de braços cruzados desde o último dia 14, devido aos constantes atrasos no repasse dos recursos por parte da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Campina Grande (PMCG). As cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais da unidade foram suspensos por tempo indeterminado. O hospital está acolhendo, apenas situações de emergência. Enquanto isso o prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues (PSDB), que alega não ter recursos para a unidade hospitalar, gastou de janeiro a dezembro de 2017,segundo demostram dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), via o seu Sistema de Acompanhamento Eletrônico (Sagres), com servidores contratados sem concurso público, entre comissionados e contratados por “excepcional interesse público”, a bagatela de R$ 117.466.304,17 (Cento e dezessete milhões quatrocentos e sessenta e seis mil trezentos e quatro reais e dezessete centavos).

A situação da FAP chegou a tal ponto que diversos funcionários do hospital estão com salários atrasados desde o mês de setembro de 2017. A suspensão desses tipos de assistência foi tomada, uma vez que a direção não obteve resposta satisfatória por parte da Prefeitura de Campina Grande.

Para comunicar a situação e buscar uma alternativa para a solução desses problemas, a direção da FAP, junto com vários médicos que atuam na unidade, se dirigiram na tarde da última quinta-feira (15) para a sede do Ministério Público da Paraíba (MPPB), em Campina Grande, para solicitar uma audiência com a Promotoria da Saúde para discutir o caso.

“É uma parte que temos direito e com a falta desse repasse se cria uma tensão grave, pois os médicos trabalharam e a FAP deve também repassar esses valores para eles. Mas nós não recebemos os valores da Secretaria de Saúde”, disse o presidente da unidade, Helder Macedo.

O presidente disse que se reuniu com a secretária de Saúde, Luzia Pinto, e ela prometeu que os valores seriam pagos até o dia 6 de fevereiro, mas até agora nada. “Por conta desse atraso, também estamos com problemas com os fornecedores. Aguardamos o cumprimento de uma obrigação da secretaria. Isso está inviabilizando o nosso orçamento e fica uma situação difícil” reforçou.

Enquanto isso a gestão do prefeito Romero Rodrigues, atingiu em dezembro de 2017 (último mês em que enviaram dados ao TCE-PB), a marca de 7.393 servidores contratados sem concurso público, entre comissionados e contratados por “excepcional interesse público, ao custo em 2017, de R$ 117.466.304,17 (Cento e dezessete milhões, quatrocentos e sessenta e seis mil, trezentos e quatro reais e dezessete centavos).

Apadrinhados de Romero – Entre os contratados sem concurso na PMCG, com altos cargos, estão parentes do prefeito Romero: Betânia Ligia de Araújo, tia da primeira dama, esposa do gestor em questão, que exerce o cargo de provimento em comissão de Gerente da Vigilância Sanitária; Izabel Maria Veiga de Oliveira, irmã do gestor Romero Rodrigues Veiga, estando descrita em matérias da PMCG, ocupando o cargo de Coordenadora do Programa Mais Educação, junto à Secretaria de Educação do município; a Sra. Giovanna Karla Barros Fernandes do Carmo, identificada como cunhada do gestor, que exerce o cargo de Assessora Política, cargo em provimento de comissão, lotada no Gabinete do Prefeito; e Carine Moura, irmã da primeira dama do município, Micheline Rodrigues, ocupando o cargo de Gerente de Abastecimento Farmacêutico da Secretaria de Saúde. Romero responde atualmente, junto à Justiça Eleitoral, a um processo por prática de Nepotismo, devido a essas nomeações de familiares.

Os mais novos detectados como amigos e familiares da família Cunha Lima na PMCG, ganhando renumerações altíssimas, é a filha do ex-prefeito Orlando Dantas de Puxinanã recebe da Prefeitura de Campina Grande mensalmente o valor de 3.697,25, no mês de Dezembro de 2017, devido o décimo a filha do ex – gestor recebeu R$ 7.394,50.

Outros detectados como amigos e familiares da família Cunha Lima na PMCG, ganhando renumerações altíssimas, são o ex-prefeito de Areia, Elson Cunha Lima; sua esposa, Silvia Farias Cunha Lima; Jaime Rodrigues de Melo Filho, primo de Romero; o tio da esposa de Romero, de nome Carlos Celestino; e a prima de Romero, Socorro Menezes.

Conforme levantamento feito junto ao Sagres, o Clã Cunha Lima não tem problemas para conseguir empregos com altas remunerações para familiares e amigos. O ex-prefeito de Areia/PB e sua esposa ganham supersalários, que ultrapassam a cifra de R$ 68 mil na PMCG. Eslon e sua esposa estão lotados no Fundo Municipal de Saúde (FMS), ganhando, respectivamente, R$ 42.128,26 e R$ 22.065,27. Já Jaime Rodrigues de Melo Filho, primo de Romero, recebe mais de R$ 9 mil reais do Fundo Municipal de Saúde da PMCG. O tio da esposa de Romero, de nome Carlos Celestino; e a prima de Romero, Socorro Menezes, ganham, respectivamente, da Secretária de Finanças e da de Educação, R$ 12.500,00 e R$ 9.800,00.

 


Redação