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O marketing é uma faca de dois gumes quando não tem como base a verdade. Paul Joseph Goebbels, o mago da propaganda nazista, dizia que uma verdade repetida vira verdade inconteste. É que naquela época não tinha internet e as redes sociais para o homem comum se contrapor e questionar as mentiras contadas por Hitler.

Hoje, qualquer um pode vir a público defender um argumento e rapidamente contagiar milhões, derrubar mentiras e até governos, vide a Primavera Árabe.

O prefeito de Campina Grande tem problemas para convencer o seu próprio eleitorado da operosidade de sua gestão e parte dele subiu no muro ou migrou para outras opções. Os que ainda não migraram, por causa do Fla X Flu que é a disputa entre Cássio e Veneziano pelo comando da cidade, defendem a troca do cabeça de chapa.

Sem obras próprias para mostrar, ou quase sem nenhuma, como é mais apropriado dizer, Romero Rodrigues caiu na mesma esparrela de quem um dia convenceu Ronaldo a divulgar que havia feito 1400 açudes e….foi pego na mentira!

A propaganda oficial inspira-se na máxima de Goebbels e entre realçar outras qualidades da gestão, preferiu fazer o marketing da mentira, jogando para a platéia campinense que Romero havia feito 1000 obras em 1000 dias, 1 por dia. E todos sabem que é mentira. Até os aliados.

Qualquer internauta pode entrar agora num desses grupos de política e desafiar um partidário do prefeito Romero a listar pelo menos 100 obras, 10 a cada 100 dias, que deixará os desafiados mudos e rubros de vergonha.

A ideia exagerada de dizer que Romero fez um milheiro de obras veio da necessidade de a Secom combater o conceito de que Romero é um prefeito de poucas obras, que trabalha pouco, que tem o freio de mão puxado.

Entre isso e expor Romero, talvez fosse melhor dizer que ele não teve uma conjuntura tão favorável quanto a do seu antecessor Veneziano, coisa e tal, que em oito anos lista e prova que fez mais de três mil obras em Campina, conforme uma cartilha que distribuiu provando.

Mesmo condenando o marketing da mentira, acho que houve uma avanço no debate político polarizado de Campina, antes focado só na desconstrução do Cabeludo, na CPI da Última Bala, um arremedo inquisitório que serve só para reeleger João Dantas e promover à personagem um acusador sem provas.

Romero saiu do retrovisor, parou de culpar os outros pelos seus erros e chamou seu principal adversário para um debate que interessa a cidade: quem fez mais por Campina, ele ou Veneziano?