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Cássio Cunha Lima (PSDB), ex-senador e ex-governador da Paraíba, também manifestou suas condolências em razão da morte do senador José Maranhão (MDB), vítima das complicações causadas pela Covid-19.

Em declaração ao programa Correio Debate, Cássio afirmou que, apesar de encontros e desencontros, construiu uma relação respeitosa com o senador, pelos interesses do estado.

“Somo a minha palavra neste instante à voz uníssona, na Paraíba, de condolências e sincero pesar à família, amigos e eleitores de José Maranhão”, disse Cássio.

“A vida nos proporcionou encontros, desencontros e reencontros. Me reencontrei com ele no Senado, onde a Paraíba nos colocou, e de forma sincera e verdadeira construímos uma relação respeitosa, de espírito público elevado para defender os interesses comuns da Paraíba”, declarou o ex-senador, que completou: “A todos, minha manifestação de solidariedade e meu pesar pelo falecimento de José Maranhão, que muito fez pelo nosso estado e deixa uma lacuna na política brasileira”.

Cássio e Maranhão carregam rivalidade política histórica, iniciada nos anos 90. Em 2006, José Maranhão perdeu as eleições para Governador da Paraíba, que teve Cássio Cunha Lima como vencedor. A coligação partidária que apoiava Maranhão resolveu entrar com um processo no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) para pedir a cassação de Cássio, sob a acusação de que o governo estadual teria comprado votos no pleito, através da distribuição na véspera da eleição de 35 mil cheques da Fundação de Ação Comunitária (FAC), escândalo que ficou conhecido como “Caso FAC”.

Em 30 de julho de 2007, o TRE-PB decidiu cassar o mandato de Cássio Cunha Lima e do vice-governador José Lacerda Neto (DEM), determinando a posse de José Maranhão e do vice na sua chapa, Luciano Cartaxo, ex-prefeito de João Pessoa.