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Na versão brasileira do famoso tablóide francês Lemonde um artigo me chama a atenção pelo paralelo que se pode traçar no assunto abordado com um fenômeno que acontece silenciosamente e preocupa. A volta da ultra-direita. 

É o chavismo na Venezuela. São os maluquinhos caçando homossexuais e nordestinos pelas ruas de São Paulo. 

Na Paraíba essa onda neofacista encontra na empáfia do atual governador morada e espaço para se proliferar. 

Na foto acima arapongas filmam da janela do Palácio da Redenção a movimentação de policiais que lutam para que a PEC 300 seja implantada. Obviamente, para retaliações posteriores.

O fanatismo e a intransigência que gravita em torno do ricardismo é perigoso, pois o culto a personalidade pode substituir o senso de realidade e a falta de diálogo pode levar ao confronto radical

Querer fazer um governo diferente para marcar seu lugar na história é uma coisa, zerar a sensibilidade é outra. 

O governador não pode conduzir com mão de ferro uma negociação com policiais achando que está tratando com aqueles camelôs que mandou os bombados espancar em praça pública. O buraco é mais embaixo e pode ganhar contornos inesperados. 

Essa coisa de seguidores fazendo listas para linchamento político administrativo, esse início de governo tumultuado pelo discurso de que antes de Ricardo ninguém presta e ele é o salvador da pátria tem se alastrado e criado áreas de atrito com vários seguimentos. 

Ontem, quando os manifestantes das polícias civil e militar chegaram ao Palácio, confesso que me preocupei pelo despreparo e arrogância de quem um dia foi estilingue e hoje é vidraça. 

O ditado diz que o excelente cobrador é um péssimo pagador. 

Algo me diz que Ricardo foi à esquerda apenas pescar audiência para um projeto político dentro do possível totalitário. 

É como se ele tivesse sempre que provar alguma coisa ao mundo, criar um padrão passando um apagador no que não é espelho. 

Ricardo odeia a classe política e vai humilhar o judiciário. O que estiver estabelecido precisa ser reformado, encurralado. subjugado, posto no seu canto…menor do que ele. 

É isso que inspira cuidados. Que livros será que ele leu ou lê?

Milhares de policiais foram às ruas protestar