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Perceba que a única sombra que o político Ricardo Coutinho permite que seja projetada a partir de sua imagem é a do secretário de Comunicação Nonato Bandeira, espécie de primeiro ministro, mas que não se contém em ser apenas eminência parda e vive nos holofotes.

Ultimamente, constatem, ele tem aparecido até mais ou tanto quanto o comandante em chefe.

Como domina a técnica de persuasão através da comunicação, desconstrói quantos argumentos cheguem à opinião pública desqualificando o governo que representa.

Mas, o seu papel não se restringe apenas ao de secretário de Comunicação. Nonato quer mais e sonha alto, talvez até mais alto do que o próprio Ricardo Coutinho imagina.

Nonato quer ser o prefeito de João Pessoa para lá na frente suceder Ricardo. Obstinado e cego, foca nisso dia e noite e é capaz de vender a alma ao diabo para alcançar o target.

Sem querer excluir o próprio governador da culpa, parte de Nonato a ordem para o jurídico processar jornalistas e é de Ricardo o recorde paraibano nessa área.

Ninguém nunca processou tanto os profissionais de imprensa quanto Ricardo processou e, tenham certeza, sempre sob influência de Nonato.

Nonato anda tão parecido com o chefe e o chefe anda tão parecido com Nonato que vão acabar se fundindo em uma simbiose.

Um não vive sem o outro. O êxito de um está diretamente ligado a competência do outro. Formam um par e Nonato é o alter ego de RC do mesmo jeito que RC é o alter ego de Nonato.

Fazem sucesso juntos, cairão juntos.