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“Caro Governador, conforme nossa conversa do sábado, estou lhe enviando os dados da minha esposa. Os dados do meu cunhado já foram enviados diretamente por ele…”

O trecho acima é de um email enviado de uma alta autoridade ao governador Ricardo Coutinho.

Numa segunda parte, que publicarei depois, ele ainda diz que a esposa trabalha em um setor que atende pessoas humildes como quem oferece garantias adicionais de que será mais uma no exército político dos que substituíram os antigos servidores.

Enviado de um celular diretamente para o email de Ricardo Coutinho, logo a conversa reservada se tornou pública para membros do Coletivo RC, que anexaram-na a um pedido de contratações e demissões – tudo junto – e transformaram em um processo formal.

Esta alta autoridade não poderia sequer ter ligações assim tão políticas e próximas com o governador, pois é de um poder que precisa de isenção para julgar.

Ainda neste referido processo, outras aberrações fazem cair por terra o discurso básico do governador e de seu secretário de Comunicação. 

Há um processo inquisitório para perseguir funcionários estatutários que estiveram na campanha de Zé Maranhão de alguma forma, seja usando uma camisa vermelha ou até enviando mensagens via redes sociais, tipo Orkut.

É uma coisa estalinista de expurgo que bem me lembra as velhas práticas daquela União Soviética que criou castas e mandou matar Leon Trotsk.

Mais do que imoral, tudo que está associado àquela mensagem enviada de um Blackberry é acintosamente ilegal.

Como jornalista a minha missão é tornar público, mas confesso que o fardo é pesado e recorri a uma rede de corajosos jornalistas pelo Brasil e em nossa Paraíba.

Não posso e não vou cometer crime de omissão. Minha missão é tornar público e tornarei.

Na hora certa.