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A denúncia do Fórum dos Servidores Públicos Civis e Militares da Paraíba dando conta de um suposto esquema de distribuição de propinas a secretários do governo do estado deverá desaguar na Assembleia Legislativa, é o que defende o deputado estadual Raniery Paulino (PMDB).

Segundo ele, os secretários precisam esclarecer as denúncias apresentadas pelo Fórum. “Toda denúncia que envolve dinheiro público tem que ser tratada com rigor. A Assembleia, como órgão fiscalizador, tem que cobrar explicações”, afirmou.

Já o suplente de deputado estadual Assis Quintans (DEM) disse que as acusações do Fórum dos Servidores merecem uma investigação profunda, pois fere a imagem de um governo que se diz ético. “A administração precisa apurar a vinculação de assessores do governo. A sociedade precisa de uma satisfação”, disse.

Hoje, o Fórum dos Servidores Públicos Civis e Militares da Paraíba irá protocolar no Ministério Público Estadual um pedido de investigação sobre um suposto esquema de propina envolvendo o procurador geral do Estado, Gilberto Carneiro, a secretária de Administração, Livânia Farias, a superintendente da Companhia Docas, Laura Farias, e Coriolano Coutinho, irmão do governador Ricardo Coutinho (PSB).

Segundo a denúncia, durante uma blitz de rotina a polícia teria interceptado um veículo modelo Fox, placa DYE-5922, que teria sido flagrado transportando a quantia de R$ 81 mil, sacada na Agência do Banco do Brasil de Benfica, no Recife.

Ainda segundo informações, ao lado da quantia, os policiais teriam apreendido um papel com a orientação para a distribuição do dinheiro que seria entregue aos secretários.

À época, o caso teria sido encaminhado à Delegacia de Repreensão à Entorpecentes e os delegados Allan Terruel, Aldrovilli Dantas, Marcos Vilela, Ramirez Pedro, Daniela Vicuuna, Dulcineia Costa, Marcos Lameirão e Jeferson Vieira foram chamados para auxiliarem nas investigações.

O outro lado

O Blog do Gordinho entrou em contato com a Secom e com os secretários citados na denúncia, mas não obteve resposta. A reportagem também tentou falar com deputados que compõem a base governista na Assembleia Legislativa, a exemplo de Tião Gomes (PSL) e Adriano Galdino (PSB). O primeiro não quis comentar a denúncia e o segundo estava com os telefones desligados.

BG