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A bolsa de apostas se o deputado Manoel Júnior seria ou não nomeado ministro pela presidente Dilma oscilou durante toda a semana, hora dando como certa, hora descartando-o. O próprio Manoel passou uns três dias falando como ministro, mas, depois da superexposição e pisa que levou na mídia, amanhecemos esta sexta feira sabendo que ele continuará no exercício do mandato de deputado federal.

Se Manoel tinha a indicação quase unânime da bancada do PMDB, o que, ou quem, lhe tirou do páreo?

Há quem diga que a pressão do governador Ricardo Coutinho e do deputado Luíz Couto teria interferido, mas eu afirmo que o que deixou o parlamentar paraibano chupando dedo foram suas atitudes a médio e curto prazo, recentes.

Segundo a Lei de Newton, toda ação gera uma reação. E por andar flertando com a bancada do PSDB, para cima e pra baixo com o líder das oposições no Senado, Cássio Cunha Lima, ter defendido o impeachment da presidenta e a extinção do SUS, Manoel dançou! Perdeu pra ele mesmo.

O fato de ter recebido muitas doações da indústria famacoquímica para sua campanha, cerca de sessenta por cento do que arrecadou, também acendeu uma luz amarela lá no Planalto. Ele ia ser ministro de quem? De Dilma, do PMDB ou da indústria?

E, por fim, por ter atropelado muita gente circulando de azul, quando deveria ter circulado de vermelho, ido à convenção dos adversários dos correligionários, se achando o senador de Cássio e o último biscoito do pacote, o bumerangue que ele arremessou em 2014 voltou e lhe derrubou.

E agora Mané? Vai voltar à pisadinha da candidatura em João Pessoa, um blefe de quem tá jogando para a platéia uma parada e nas entrelinhas querendo pescar outra coisa?

Quem não conhece que te compre, pavão misteriozo.