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Se o Brasil tem 200 milhões de habitantes e apenas 1 milhão foi às ruas, significa que algo em torno de 0,5% quer a saída da presidente Dilma do cargo e, convenhamos, a pressão de 1 milhão não vale mais que a vontade soberana de mais de 50 milhões que sufragaram o voto reelegendo Dilma para mais quatro anos.

Já a insatisfação com a crise e o desejo de mudança é outra coisa. Sob esse aspecto. a manifestação desse domingo é muito legítima e salutar para a democracia.

O que não podemos confundir é alho com bugalho e fazer a democracia se ajoelhar ao desejo da minoria. Isso seria chancelar a ditadura de poucos contra a vontade de muitos.

Uma coisa é a Operação Lava Jato, outra a manutenção do estado de direito. As investigações e prisões devem continuar e a corrupção tem que ser varrida, mas misturar as coisa é golpismo.

Vejo nas ruas um palanque que não quer ser desarmado e isso é fruto do acirramento das eleições e resultado apertado.

O eleitor que não suporta Dilma e o PT cresceu, mas não o suficiente para impedir sua vitória. Mas, melar o jogo não é aceitável. Dilma venceu, Dilma governa.

                                                                                       

Querer reverter no grito o que a minoria não conseguiu impor nas urnas é golpe sim senhor e abrir esse precedente seria muito perigoso.

Aguardemos o trabalho das instituições, a votação do TCU, do TSE, do STF e o andamento da Lava Jato.

Por enquanto não há nada que justifique a saída de Dilma.