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Uma nota na coluna de Lauro Jardim, da Veja, quase passa desapercebida aqui na Paraíba, mas traz em suas entrelinhas uma grande dor de cabeça para alguns personagens ainda intocáveis lá em Brasília, apesar da bandeira que estão dando com seus desejos confessáveis em notinhas aqui e ali.

Falo dos membros das CPIs da Petrobras, todos, que deliberadamente emperraram o andar da carruagem e até agora não investigaram nada, por amor próprio – quem tem rabo preso sabe a dor de um rabo puxado – e outros interesses menos egoístas e nobres.

Por exemplo, observemos os doadores de campanha dos partidos desses membros das CPIs, nacional e estadualmente,  as doações nas sua próprias campanhas ou de parentes. Se tiver um depósito é porque houve escambo, troca de figurinhas.

Veja a nota:

Entre os que tiveram mandados de prisão expedidos na sétima fase da Lava-Jato, seis têm requerimentos de convocação na CPMI da Petrobras.

Ao se reunirem amanhã, deputados e senadores agora têm motivos de sobra para ouvirem o que têm a dizer os seguintes nomes: o ex-diretor da Petrobras Renato Duque; o vice-presidente da Camargo Corrêa Eduardo Leite; o diretor de desenvolvimento comercial da Queiroz Galvão, Othon Zanoide de Moraes Filho; o vice-presidente da Mendes Júnior, Sérgio Mendes; o presidente da Iesa, Valdir Lima Carreiro, e o vice-presidente comercial da Engevix, Gerson de Mello Almada.

A prisão dos executivos, porém, criou um impasse para os nobres da CPMI: a maioria ali presente recebeu doações das construtoras em que essa turma trabalha.

Por Lauro Jardim