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Bastou o Conselho de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH) pedir que quatro casos muito estranhos sejam federalizados na Paraíba para que uma movimentação intensa em torno do Caso Rebecca fosse desencadeada, quem sabe até como cortina de fumaça para evitar que os outros três venham à tona, especialmente o de Bruno Ernesto, coordenador do Jampa Digital, executado numa emboscada armada para parecer que foi latrocínio.

O secretáio Cláudio Lima apressou-se em dizer que sabia quem era o assassino de Rebecca, entrevistas com peritos foram repentinamente programadas e o Caso Rebecca centralizou o noticiário, após quatro anos no freezer, sabe-se lá por intercessão de quem.

A conselheira do CDDH, Laura Berquó, disse ontem coisas que precisam ser debatidas na imprensa e questionadas às autoridades que conduzem as investigações.

Veja as declarações reveladoras da conselheira:

“Desde a metade do ano passado a Polícia já tinha o padrasto de Rebeca como suspeito, sabem o porquê? Porque o mesmo foi pego brechando as colegas no alojamento tirando a roupa, respondeu processo administrativo e fora outras taras que me foram relatadas e não contarei em respeito a mãe de Rebeca que foi quem me passou ano passado alguns documentos como, por exemplo, cópia de medida de proteção.

A pergunta: qual a credibilidade do Sargento Everaldo (ou Erivaldo), aquele que responde a vários homicídios, que é de grupo de extermínio, que cuidava dos plantões dos PMs no Róger na data que a jovem morreu?

É este que desde o ano passado voltou atrás no seu testemunho e diz que o padrasto de Rebeca saiu mais cedo do plantão no Róger. O que talvez não tenham dito é que após três anos de investigação, esse sargento ligado a grupo de extermínio resolveu dizer que o álibi do padrasto de Rebeca era falso. Isso em julho de 2013. Estamos em julho de 2014.

Por que não disse na época do crime? Qual a resistência para a policia em investigar e prender um Cabo da PM? Porque a verdade é que até a secretária de Estado, Dra. Cida Ramos,que frequenta o salão de beleza em frente ao meu prédio já comentou com as meninas que cuidam do meu cabelo e das minhas unhas que tem gente poderosa envolvida.

Por que tanto tempo? Anotem: vão dizer que o padrasto de Rebeca é bissexual e o segundo suposto envolvido seria um amante dele. Vão “culpar” Rebeca dizendo que devido a essa relação adulterina e homoafetiva, Rebeca chantageava o padrasto.

Então eu pergunto: por que 4 anos para chegar a essa conclusão? Por que seguraram desde o ano passado essa noticia. Insistiremos na Federalização do caso, porque é fácil acusar um homem que realmente tem perversões sexuais mas que necessariamente não é o responsável por todos os estupros que acontecem na Paraíba.

Quem é o poderoso então que o padrasto de Rebeca protege? Ou farão como no caso de Sebastian, que prenderam os pistoleiros, a casta miúda e fingem que não vêem os grandões envolvidos e ainda por cima querem emporcalhar a imagem do rapaz?”

Depois das declarações da conselheira do CDDH, pergunto: quem o padrasto de Rebecca estaria acobertando? Quantos participaram do estupro e assassinato da jovem? Quem é a figura de proa que abafa a verdade? 

Para encontrarmos o fio da meada, vamos agora postar abaixo a versão do promotor Marinho Mendes para o que aconteceu com Rebecca.

“Em primeiro lugar, registremos que uma delegada de polícia, segundo soubemos, conduzia com maestria as investigações policiais, mas que não possuía o devido apoio dentro do sistema de segurança estatal, chegando ao ápice de ou ser afastada ou ter pedido desligamento, segundo a fonte que nos contactou, ela chegou a ser ameaçada de morte e o pior, ela havia assumido as investigações após um ano e meio da ocorrência sem qualquer avanço e quando iniciou a iluminar o processo policial, trazendo as luzes que todos desejam, como já disse, foi sumariamente desligada das investigações policiais sobre a morte de REBECCA e mais, aviso que falo como Conselheiro Estadual dos Direitos Humanos, órgão onde deságuam muitas súplicas e muitas informações às vezes desconsideradas por quem devia dar o devido tratamento. No Conselho, desembocam e ecoam gritos de desesperos que não podem ser publicizados na mídia sensacionalista e criminalizadora dos sem nada, inclusive dos sem esperanças e sem fé na segurança dos eu Estado..

 A primeira revelação que trago a público, é que REBECCA não foi estuprada e morta por um homem só, ela pode ter sido vítima de três a quatro cruéis, sádicos e carniceiros celerados e isto posso provar pelo seguinte: Ela sofreu muito, o estrago em seus órgãos genitais e anal foram terríveis e a evidência que me apoia: apenas no anus foi encontrado esperma, numa demonstração inconteste de que os estupradores utilizaram-se de preservativos, uma vez que no canal vaginal nada foi encontrado, apesar do conúbio doloroso, violento e sanguinário, com o defloramento desapiedado e perverso deREBECCA e apenas um deles, drogado, alcoolizado, num descuido, deixou sêmen na região anal da infortunada virgem e angelical assassinada, de sorte que aquelas pessoas que a polícia já apontou como co-autores, podem ser sim culpadas e ter tudo a ver com um dos mais lamentáveis episódios da literatura criminal já registradas nestas plagas.

O certo é que, enquanto a polícia procura o dono do sêmen, outros 02 ou 03 podem já ter sido alvos dos holofotes da polícia, mas se livraram porque se utilizaram de camisinhas e sorriem debochados e satânicos da família, da sociedade e da máquina de segurança paraibana, incapaz de colocá-los no cárcere, para que espiem as suas culpas, tão grandes e diabólicas culpas.

 Tenho afirmado sempre que esta investigação deve ter um olhar para o interior do Colégio Militar e acho que tenho razões para tanto, vejam: o Jovem Rafael Macedo de Paula, o “Rafael Paqueta”, salvo engano, motorista do então diretor da Instituição Militar de Ensino, foi denunciado criminalmente, juntamente com outro nacional, sob a acusação, de treze dias após a morte de REBECCA, no dia 24.07/2011, REBECCA foi assassinada dia 11.07.2011, ter eliminado a pessoa de Leopoldo do Nascimento Ferreira, um despachante do Detran/PB, no entanto, existem fundadas suspeitas de que o estupro pode ter acontecido na casa dessa pessoa falecida e este, ter ameaçado de revelar a ocorrência e por isto mesmo teve a sua existência destruída e mesmo que alguém tenha dado outro motivo, este pode ter sido o real móvel da  occisão da sua vida.

 Existem notícias e isto é real, que uma moça, a qual omitimos a identidade, revelou os nomes de dois envolvidos, PATRICK e CARIOCA, como ela, freqüentadores assíduos das  farras na casa de Leopoldo do Nascimento, um homem em crise existencial, que separado da família bebia exageradamente, consumia drogas e se acompanhava dessas pessoas, inclusive, no dia e hora que ceifaram a sua vida, a pessoa de SHAID, irmão de PATRICK, acompanhado da namorada PALOMA estavam no interior da residência do extinto Leopoldo, mas à polícia nada revelaram, além de outras particularidades que contaremos mais à frente, salientando-se que um dos colchões da residência de Leopoldo foi levado para perícia, mas parece que esta não aconteceu, não se sabe por quais motivos.

hoje, é de se informar que o Policial Militar Alcântara, tio afim de REBECCA,juntamente com um porteiro do Colégio Militar encontraram uma saia suja de sangue e o policial altamente nervoso, menciona que disparou sua pistola calibre 380, no interior do seu carro, no percurso para a casa da genitora da ofendida, mas estranhamente,REBECCA foi morta com um tiro de 380, na sua nuca, do lado direito.

De forma que nós que fazemos o Conselho Estadual dos Direitos Humanos, exigimos das autoridades constituídas, o deslinde final deste angustiante episódio, avisando que não iremos esquecer deste evento, deste acontecido, deste horror, até que os culpados sejam apresentados à sociedade paraibana.

Marinho Mendes

Promotor de Justiça