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Se hoje no Brasil existe uma instituição em que o brasileiro confia e tem orgulho, esta é a Polícia Federal, que merece toda nossa confiança e respeito. Se quando criança queríamos ser da SWAT, hoje meu filho que ser da PF.

Fico de alma lavada quando operações são deflagradas e com toda inteligência as diligências quase sempre fisgam os envolvidos, indo do superficial a raiz.

O que me chateia é o fato de os envolvidos não serem colocados no paredão, como os pobres que são execrados nos programas “mundo cão”, onde o bandido é o artista, a audiência cavernosa que fará a platéia medíocre ir às gargalhadas.

Pergunto: por quê pobre deve ser linchado, midiaticamente falando, e rico não? A Constituição protege um e escancara os outros às garras da reportagem deselegante e canibal?

De jeito nenhum. Todos são iguais perante a Constituição, independente de cor, credo, raça ou status social.

Por outro lado, não é papel da PF desmoralizar ninguém e todo mundo é inocente até que se prove ao contrário e expor quem ainda nem foi condenado seria pré-julgamento.

Então, neste caso não é a PF que está errada quando não libera os nomes para a imprensa divulgar, mas a imprensa marrom que fecha o cerco ao aparato policial e consegue “flagrar junto” quem até que se prove o contrário ainda é inocente.

O mundo cão gera audiência instantânea e, convenhamos, ninguém daqui a pouco vai lembrar-se da última notícia – ou último bandido -, pois a audiência tem sede de saber quem será o próximo.

Volátil, esse tipo de mass média levanta e derruba mitos em um piscar de olhos.