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Aquele dinheiro voador do edifício Concorde durante a campanha de Cássio, em 2006, é mais do que uma história mal contada, é uma novela mexicana em capítulos. E no mais recente o Chicote estalou nas costelas do empresário Olavo Cruz, então amigo do ex-governador, que acabou tendo que assumir toda a culpa.

Até aí tudo bem, amigo tem que ta junto na alegria e na tristeza, mas Olavo não esperava o desprezo e a indiferença com que passou a ser tratado no pós-campanha e diz para quem quiser ouvir que Cássio lhe abandonou a própria sorte.

Leia esta matéria postada hoje no site Paribaverdadehoje.com lá do Cariri e entendo melhor o assunto.

“O empresário Olavo Cruz de Lira vitima do escândalo do ‘Concorde’, fato que se tornou noticia de repercussão nacional durante a disputa eleitoral do ano de 2006, voltou a ser alvo de inúmeras irregularidades ocorridas ainda naquela eleição.

Segundo informações o empresário foi usado pelo então candidato à reeleição ao governo do Estado, Cássio Cunha Lima, hoje ‘senador’ sem mandato, em várias operações ilícitas. Uma delas veio à tona agora, com a execução, que tramita em juízo, onde o posto de combustível Villagio, localizado em Campina Grande, cobra R$ 136 mil.

De acordo com o representante legal do posto, esse montante refere-se a combustível vendido durante a campanha eleitoral de 2006.

Entenda melhor o caso:

Olavo na condição de amigo de Cássio Cunha Lima foi usado para autorizar o abastecimento de veículos, isentando desta forma o candidato à reeleição a ter que prestar contas da distribuição de combustível junto a Justiça Eleitoral (o que configura crime eleitoral).

Acontece que Cássio, que teve seu mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral, ao sair do governo deixou para trás inúmeras pendências. Olavo até então amigo de primeira hora hoje é réu em vários processos, a exemplo do caso ‘Concorde’ e dos envelopes amarelos.

Quantos escândalos ainda haverão de surgir com relação ao pleito disputado em 2006?

Parece-nos que o lençol que encobria as sujeiras tornou-se curto, quando cobre a cabeça descobre os pés e vice-versa.

Qual será o próximo escândalo?”

Para um bom entendedor, poucas palavras bastam. Olavo tinha um acordo com Cássio e este o abandonou pelo caminho feito espuma ao vento.

Se esse empresário abrir o bico o caldo entorna. E se ele for fazer uma visitinha ao ministro Joaquim Barbosa? Esse Concorde vai acabar decolando rumo a Brasília.