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Alguém pode até ter ficado decepcionado com a revelação de que o presidente da OAB, Odon Bezerra, é o advogado que assina a petição para o cliente Ricardo Vieira Coutinho na ação que move contra a ex-esposa, Pâmela Bório, naquela declaração em que ela diz com todas as letras que o ex-marido tem muito a explicar sobre o assassinato do jovem Bruno Ernesto e que tem ligação com o escândalo Jampa Digital.

Odon Bezerra nunca foi o que vendeu ser. Era apenas a outra face da moeda do que o irmão Hervázio Bezerra é. Um alpinista político buscando o gancho para chegar ao cume da piramide social.

Fazia pose de guardião da moral e dos bons costumes, o homem do PROCON, mas no cerne era um carreirista, como a maioria dos políticos que buscava se diferenciar.

Escondeu o Odon verdadeiro atrás do paladino dos direitos do consumidor e da presidência da Ordem dos Advogados do Brasil. Escondeu por pouco tempo e apenas de uns, pois outros, entre ele eu, descobriram que  por trás da carapuça que vestia habitava overdadeiro Odon, quando busquei em nome de mais de 100 jornalistas o apoio da OAB e ele manobrou até emitir uma nota genérica em que a OAB apenas dizia que era a favor da Liberdade de Imprensa.

Mas, fiquei intrigado, se o governador tem tantos advogados a disposição, qual o motivo estratégico de ter escolhido o presidente da OAB para patrocinar sua causa contra uma ex-esposa que insinua o seu envolvimento no caso Bruno Ernesto?

Numa postagem Pâmela disse que RC treme na base quando o assunto é a execução de Bruno Ernesto.

E, convenhamos, convocar o presidente da OAB como advogado, confirma isso.

Pamela 08junh02015 03