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Não à toa a cor cinza representa o que se foi, os sentimentos de perda, a chama apagada de uma fogueira em brasas. O que vem depois do calor das labaredas se não uma trégua?

De clima quente e seco, Patos contém um deserto em seus arredores e um oásis dentro de seu perímetro urbano.
O calor cozinha o juízo durante o dia e a brisa do Aracati esfria a cabeça de todos nas madrugadas.

E desse equilíbrio e contradição vivem os patoenses, sertanejos de sangue quente, anfitriões de coração generoso.
Destemidos desde o berço, a cidade surgiu e cresceu respirando política, numa rivalidade saudável do quem faz mais.

No entanto, o acirramento e desfecho do último pleito acendeu uma fogueira eterna, de labaredas altas a consumir todo o oxigênio da cidade e exalar o gás carbônico que não serve para absolutamente nada.

Essa tendência ao quanto pior melhor não interessa a ninguém em Patos, do taxista ao grande empresário, o clima de cinzas precisa ser encerrado e a eleição de 2016 promulgada.

Patos tem prefeito eleito e quem perdeu deve se recompor avaliando seus erros, ao invés de projetá-los, raivosamente, em quem venceu.

Uma trégua, é o que Patos merece e quer.

Dércio Alcântara