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O ex-governador Cássio Cunha Lima comentou reservadamente que a partir de agora já não vai mais se expor à impopularidade do governador Ricardo Coutinho. Seu guarda chuva não suporta chuva de canivetes.

Cássio teria dito que tem seus próprios problemas e não vai ampliá-los sendo avalista de uma gestão que provoca uma crise por dia, referindo-se aos últimos acontecimentos, que foram os seguintes pela ordem cronológica:

Domingo: Governo torra 42 mil reais para importar médicos do Rio de Janeiro.

Segunda: Médico carioca importado já foi preso por tráfico e tem ficha policial sujíssima.

Terça: Aracilba detonou Braga e Braga detonou Aracilba.

Quarta: Gilberto Carneiro caiu e PF descobre grampo na Assembleia.

Quinta: RC exonera diretor do Lyceu e estudantes fazem passeata gigante.

Sexta: Bom, hoje ainda não aconteceu nada, até as 08h40m, mas tenham certeza que vai.

Cássio tem razão, mas é importante que os paraibanos lembrem que foi ele quem pegou na mão de Ricardo e o elegeu governador para se vingar de Zé Maranhão. Essa aliança ferrou o povo.

Sendo assim, Cássio é co-autor do que vier de bom e de ruim, a não ser que se arrependa a tempo e se posicione na oposição. Nesta conjuntura não há espaço para muristas – apesar de ter espaço de sobra para tucanos -, pois nem muro tem.

Por exemplo: Ricardo tem se reunido na surdina com um deputado federal com o objetivo de criar uma terceira força em Campina na eleição do próximo ano. Quer matar dois coelhos, Veneziano e Cássio, com uma só cajadada. RC quer um candidato com o seu DNA.

Querem motivo maior para Cássio saltar fora? O governador que ele elegeu operando para derrotá-lo, mesmo sabendo que o candidato será Diogo Cunha Lima, filho de Cássio.

Quem é o deputado federal e quem seria o candidato de Ricardo? Acompanhe a movimentação de pedras no tabuleiro e descubra.

Só conto na hora certa.