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O DEM e o PSDB entraram na quarta-feira (15) com representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo abertura de investigação contra o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro. A oposição acredita que há indícios de improbidade administrativa por parte do ministro.

No documento, os líderes Demóstenes Torres (DEM-GO) e Alvaro Dias (PS DB-PR) pedem que se investiguem duas denúncias, em especial: a de que o ministro seria dono de emissoras de rádio na Paraíba; e sua suposta sociedade com duas construtoras do estado. Se confirmadas as acusações, a oposição lembra que tais informações foram omitidas pelo ministro à Justiça Eleitoral em 2010, ano em que concorreu ao cargo de deputado federal.

Segundo matéria publicada pelo jornal Folha de S.Paulo em 5 de fevereiro, Aguinaldo Ribeiro é dono de duas emissoras de rádio no interior da Paraíba registradas em nome de seu ex-contador e de um assessor pessoal. “É óbvio que agindo assim o ministro atentou contra os princípios da honestidade e da lealdade que norteiam a administração pública, o que, nos termos do referido artigo 11 da Lei 8.429, constitui ato de improbidade administrativa”, dizem Demóstenes e Alvaro.

Aguinaldo Ribeiro já responde a processos por improbidade administrativa durante sua gestão na Secretaria de Agricultura da Paraíba, entre 1998 e 2002. A oposição também acredita que ele omitiu o fato de ser dono de empresas imobiliárias que negociam imóveis do Programa Minha Casa, Minha Vida, cuja execução está diretamente ligada ao Ministério das Cidades.

Agência Senado